Amós 7-9



Capítulo 7: A intercessão em favor do pecador
Amós tem um coração compassivo. Assim deve ser todo o crente em relação ao mundo pecador e perdido. Não devemos nos alegrar em que pereçam, mas devemos rogar por eles para que se convertam e aceitem a salvação ainda disponível. Amós viu uma nuvem de gafanhotos destruidores e rogou por Israel. Deus mudou de ideia (arrependeu-se) quanto a destruir o povo, naquele momento, por causa da intercessão de Amós. Depois Amós viu o fogo destruir e novamente intercedeu pelo povo e Deus ouviu. Finalmente, Amós viu um muro levantado a prumo. Quando Deus coloca o prumo dele rente ao nosso muro, nossa vida, percebemos como estamos tortos e precisamos do endireitamento do Senhor. Por causa dessas palavras, Amós foi acusado de conspiração contra a nação de Israel e proibido de profetizar. Porém, semelhantemente aos apóstolos em Atos, Amós continuou fielmente a servir a Deus como profeta. Ele mesmo não se considerava profeta, pois não era a sua profissão, mas estava fazendo o que Deus mandou no momento em que Ele mandou (v.1-17).

Capítulo 8: Enquanto há liberdade, pregue; quando não houver, pregue também
Deus animou Amós a prosseguir. Os cânticos dos hipócritas seriam silenciados. Os mais ricos
estavam oprimindo o pobre por ganância e usando balanças enganosas e comércio ilegal. Amós advertiu corajosamente a que se lamentassem e aproveitassem a Palavra de Deus enquanto estivesse disponível, pois um dia não a encontrariam mais. Em muitos lugares, os povos têm o grande privilégio de ouvir a Palavra de Deus, de lê-la sem qualquer impedimento. Um dia, a pregação e a Palavra serão escassas ou difíceis por causa da perseguição. Enquanto temos liberdade, devemos pregar a Palavra. Se a liberdade acabar, continuaremos a pregar, mas sempre com cautela, pois os dias poderão ser maus (v.1-14).

Capítulo 9: A restauração de Israel
O livro do profeta Amós é cheio de juízos e advertências. É comum desprezarmos um livro assim por não querermos pensar negativamente ou por sentirmo-nos tão seguros do mal que nada desses discursos apocalípticos nos aproveitam. O crente não devia jamais desprezar as profecias. Se por um lado já se cumpriram em Israel e as nações da época, há ainda um cumprimento sobre este mundo e, na eternidade, sobre todos os incrédulos. Não devemos pensar somente em nós que já somos salvos e seguros em Cristo. Devemos orar pelos povos perdidos e contribuir para que sejam alcançados através dos missionários. Talvez nós sejamos os missionários que Deus deseja que vão. O pecador não vê urgência alguma, pois ele vive para os prazeres. Quando estes acabam, ele vive para blasfemar a Deus por sua situação ruim. Nós temos a Palavra com todo o roteiro mundial e eterno. Que o Senhor use as nossas vidas para orar e advertir as pessoas de seu estado de condenação iminente. Parece que as únicas palavras de esperança do livro estão nos últimos versículos. Deus promete levantar o tabernáculo caído de Davi, o povo de Israel. Tiago, o presidente da igreja em Jerusalém, usou essas profecias em Atos 15.16-18. A promessa não foi cumprida. Alguns ou muitos crentes não acreditam mais na restauração da nação de Israel. Acreditam e ensinam que Deus substituiu Israel desobediente pela Igreja, o novo Israel. Essa doutrina da substituição ignora as promessas de Deus feitas a Abraão, Isaque e Jacó. O nome de Deus está em juramento por Ele mesmo e tudo se cumprirá: terra, conversão de Israel, trono de Davi e prosperidade para o futuro reino do Messias, Jesus Cristo (v.1-15).



A mensagem de Amós – Pecados, juízos e advertências
1.Violência contra a mulher e assassinato (1.14-15)
2.Rejeição da Palavra e mentira (2.4)
3.Perversão da justiça (2.6)
4.Perversão sexual (2.7)
5.Idolatria e bebedices (2.8)
6.Profanação das coisas santas (2.12)
7.Violência e opressão (3.9-10)
8.Exploração ao pobre (4.1)
9.Religiosidade vazia (4.4-5)
10.Dureza de coração para se converter (4.6-11)
11.Advertência: “Prepara-te para te encontrares com o teu Deus” (4.12)
12.Advertência: “Busquem ao Senhor e vivam” (5.4,6)
13.Impostos ao pobre e suborno (5.11-12)
14.Advertência: “Busquem o bem e não o mal” (5.14-15)
15.Religiosidade e cultos vazios (5.21-24)
16.Idolatria (5.25-26)
17.Indiferença (“andam à vontade”) (6.1,3-6)
18.Soberba (6.8)
19.Balanças enganosas (comércio ilegal) (8.4-6)
20.Advertência: “Lamentem-se” (8.10)
21.Advertência: “Aproveitem a Palavra de Deus enquanto ela está disponível” (8.11-12)
22.Desprezo para com o juízo de Deus sobre o pecado (9.10)
23.Palavras (as únicas) de conforto (9.11-15)
 


Pércio Coutinho Pereira, 2015

2 comentários:

  1. Muito bom o seu blog, estive a percorre-lo li alguma coisa, porque espero voltar mais algumas vezes,deu para perceber a sua dedicação em partilhar o seu saber.
    Se me der a honra de visitar e ler algumas coisas no Peregrino e servo ficarei radiante.
    E se gostar e desejar comente.
    Que Deus vos abençõe e guarde.
    Abraço.Peregrino E Servo.
    http://peregrinoeservoantoniobatalha.blogspot.pt/

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    1. Obrigado, irmão. Visitarei o seu blog. Abraço.

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