Êxodo 5



Capítulo 5: Confrontação, Crueldade e Acusação
1.O primeiro confronto com Faraó se deu com a mensagem original instruída por Deus. O povo celebraria uma festa perpétua de adoração a Deus. O Faraó não é o mesmo de quando Moisés saiu do Egito. O avô adotivo de Moisés havia morrido (veja 4.19). Isso não melhora a situação. A mentalidade de Satanás conduzia as dinastias de todas as épocas como até hoje. Assim como profetizado, Faraó não deixaria o povo sair facilmente. Moisés entendia que não apenas Faraó deveria deixar o povo sair como o povo deveria obedecer, senão Deus viria com espada ou pestes. Faraó via Moisés e Arão como grevistas que interrompem o trabalho de empresas. O empreendimento de Faraó era grande. Duas cidades estavam sendo edificadas com a mão de obra hebraica e assim deveria continuar. “O povo da terra já é muito” foram as palavras de Faraó. Isso significa que as pessoas já aderiram à greve e tinha muitos hebreus ociosos só de ouvirem que
seriam libertados do Egito e de seu trabalho forçado (v.1-5).

2.Faraó tentou conter a greve dos trabalhadores hebreus fazendo-os mais ocupados do que nunca. Eles tinham que providenciar a matéria prima para a produção dos tijolos. Olhando do lado positivo da vida, é um bom método de combate à ociosidade. Pessoas que não produzem também não desenvolvem caráter. No entanto, o caso aqui era outro. Deus queria dar um recesso do trabalho para o povo tão sofredor e levá-los ao deserto, longe do barulho e da servidão do mundo, para conhecerem a Deus intimamente. A vida ociosa é curada com trabalho, mas a vida agitada de preocupações profissionais também deve ser curada por períodos de recesso e convívio familiar, sempre com tempos devocionais para conhecermos melhor ao nosso Deus. Voltando para o povo no Egito, os capatazes maltratavam os hebreus física e emocionalmente, causando-lhes pressão insuportável (v.6-14).

3.Entre os hebreus haviam capatazes, os quais queriam amenizar o sofrimento dos irmãos. Faraó não queria ser razoável e mandou agravar os sofrimentos do povo. Os capatazes hebreus fizeram o que podiam, mas não obtiveram sucesso, por isso, pressionados também, descarregaram sua frustração sobre Moisés e Arão. A situação de Moisés ficou suspeita entre seus compatriotas, pois quanto mais ele apertava Faraó mais Faraó oprimia o povo. Moisés clamou ao Senhor por estar numa situação tão delicada assim (v.15-23).

“Como parecia incompreensível para Moisés que Deus, o qual o enviou para ser o libertador de Israel, levou-o a ser a causa de um sofrimento maior.”[1]

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