Êxodo 12

Capítulo 12: Páscoa, morte dos primogênitos e saída do Egito
1.A partir daqui, Israel teria um calendário e este se iniciaria com sacrifício de cordeiro sem defeito. Uma nova vida de qualidade marcaria o início do ano. Isto nos ensina sobre nosso Cordeiro perfeito, Jesus Cristo. O sangue do animal morto deveria ser colocado nos umbrais das portas das casas. À noite, as famílias comeriam juntas, celebrando a salvação do Senhor. Acompanharia a refeição, pão sem fermento. Ele seria feito assim para não esperarem crescer, pois estavam de partida do Egito e tinham pressa. As ervas amargas, seriam para relembrar como o tempo no Egito foi amargoso. A refeição era abundante e se sobrasse deveria ser queimada. Isto nos lembra do sacrifício completo de Jesus Cristo. Nada ficou para ser realizado. Toda a obra de Cristo foi realizada na cruz. Essa celebração ganhou um nome dado pelo próprio Deus. Era a Páscoa do Senhor (Pessah). A palavra significa “passar sobre, passar por cima”. O anjo da morte passaria por cima das casas sobre as quais o sangue nos umbrais estava à mostra. Da mesma forma, o sangue de Cristo que significa a morte Dele protege da morte eterna a todos os que Nele colocaram Sua confiança. Por distração, muitos interpretam que foi uma noite de morte das crianças. É verdade que muitas crianças morreram, mas foi a morte de todos os primogênitos. Não importante se fosse um recém-nascido ou alguém de 100
anos. Com essa praga, o Egito expulsou os israelitas do país. Assim foi realizada a primeira Páscoa (v.1-28).

‘É a Páscoa do Senhor.’"... Essas palavras nos remetem de volta à última noite da escravidão de Israel na terra do Egito. Os cativos sofreram por muito tempo. A fornalha de ferro foi aquecida sem compaixão pelo ódio e por mãos cruéis. Mas Deus, em Seu alto desígnio, decretou que o lamento por livramento terminaria. A hora designada chegou. Nenhum poder poderia deter. A louca oposição se tornara fraca. O povo escolhido deveria sair livre. Crente, coloque sua alma na rocha das promessas. Elas não se movem quando Ele as profere. No momento certo você marchará triunfante para sua Canaã.[1]

O Cordeiro da Páscoa e Jesus Cristo
1.É o cordeiro que dá início a uma nova vida (v.1-2)
2.É o cordeiro que salva toda a família (v.3)
3.É o cordeiro que une as pessoas (v.4)
4.É o cordeiro sem defeito (v.5)
5.É o cordeiro que morreu no final do dia (v.6)
6.É o cordeiro que protege os que estão dentro (v.7-8, 21-23)
7.É o cordeiro que deve ser comido completamente (v.9-10, veja João 6.53)
8.É o cordeiro que dá salvação hoje e precisa ser comido urgentemente (v.11, ver Hb 3.7,13,15, 4.7. "hoje")
9.É o cordeiro que protege os de dentro (v.12-13)
10.É o cordeiro que deve ser lembrado para sempre (v.14, 17,24-28, ver Ap 5.9, 12-14)
11.É o cordeiro que purifica e não aceita contaminação (v.15, 18-20)
12.É o cordeiro que tem prioridade na vida (v.16)

2.A libertação do povo de Israel do Egito foi marcada por alegria, tristeza e despojo. Foi uma tristeza geral para os egípcios. Todos os primogênitos morreram. Em todas as casas e prisões havia mortos. Faraó deixou o povo ir a fim de adorar ao Deus único e verdadeiro. Daí a alegria aguardada por 430 anos. O próprio povo queria que a nação fosse embora do Egito porque sofreram todas as pragas e, agora, a praga fatal e irreparável a todos os lares, a morte dos primogênitos. Foi uma noite de muita pressa, por isso, os pães foram feitos sem fermento. Os despojos não foram roubados. Era o salário justo pelos 430 anos trabalhando de graça. Assim como o povo de Israel saiu do Egito, um dia sairemos definitivamente deste mundo. Enquanto isso, devemos usar deste mundo como aqueles que não ficarão nele. Devemos nos desvencilhar dia a dia deste mundo e nos tornarmos mais semelhantes a Cristo (v.29-36).

A saída do Egito e a saída do mundo
1.Um dia, o Senhor virá em juízo contra o mundo (v.29)
2.Haverá grande lamento quando o mundo for julgado (v.30)
3.O crente sairá definitivamente do mundo (v.31)
4.O mundo não quer o crente (v.32-33)
5.O crente tem pressa em sair do mundo (v.34)
6.O maior despojo que o crente pode levar do mundo são almas salvas (v.35-36)

3.A saída do Egito foi de uma multidão. Eram 600 mil homens. Calcula-se que a população total era de 2,5 milhões. O chamado populacho também foi com o povo de Israel. Eram egípcios que se simpatizaram com a nação e, certamente, queriam desfrutar da proteção e bênçãos. Não levaram estoque de comida, somente o pão sem fermento. Nenhuma pessoa do povo de Israel ficou para trás. Foi um dia de muita comemoração. Não combinava a tristeza com aquela fuga. A alegria dessa noite deveria ser relembrada por todas as gerações. Novas instruções sobre a Páscoa foram dadas, além das que tinham sido entregues a fim de que as futuras gerações soubessem o que significava aquela festa exclusiva do povo de Israel. A profecia de que os ossos de Jesus não foram quebrados está neste texto (v.46). O estrangeiro e escravo poderiam celebrar a festa, desde que os homens se circuncidassem. A importância era que todos os que participassem da festa fossem comprometidos com a verdade de Deus (v.37-51).

A festa da Páscoa e a vida cristã
1.É a libertação e separação do Egito, tipo do mundo (v.37-38)
2.É para hoje, é urgente (v.39)
3.É para todos os crentes, nenhum fica para trás (v.40-41)
4.É para ser celebrada para sempre (v.42)
5.É somente para o povo de Deus (v.43-45)
6.É para celebrar em união (v.46-51)





[1] The Gospel in Exodus, pg. 1 – The Passover – Henry Law (1885, http://www.gracegems.org/LAW/e03.htm (1 of 5) [05/05/2006 01:38:12 p.m.])

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