Miquéias 2

Capítulo 2: Estado de calamidade
O poder usado para o mal é planejado às escuras e praticado às claras e sempre é executado contra os mais fracos através da coação e força. Porém, Deus também planeja o mal contra os malignos. O peso sobre seus ombros será além do que poderão suportar. A injustiça será trocada por vingança do Senhor. Os maus não acreditavam nas ameaças do profeta e desprezavam a Palavra do Senhor. Deus é paciente, mas agora ficou irritado devido à indiferença às suas advertências. A maldade dos perversos se tornou gratuita. A humanidade sempre foi violenta, mas muitas vezes é para se vingar. No entanto, chegará um tempo em que as pessoas se tornarão cruéis sem vingança. Na tribulação, o nível de violência será extremo. Enquanto estudamos este texto (ano de 2015), há grupos no Brasil praticando a gangue da violência, quando pessoas são espancadas na rua sem nenhuma razão. O povo de Judá sofreria violência contra mulheres e crianças. Era uma autodestruição, pois o pecado do povo estava provocando o juízo. Os crentes em Cristo Jesus não estão sujeitos ao juízo eterno do pecado, porém, a advertência serve também para vivermos uma vida reta diante do Senhor que
apurará nossas obras no Tribunal de Cristo, lugar de julgamento de nossas obras como crentes. O povo desobediente estava querendo ouvir profetas que prometiam vinho e não os que proferiam as palavras de Deus. As pessoas estão mais interessadas no bem estar físico e passageiro do que na Palavra de Deus. Com todo esse histórico de rebeldia, ainda assim, Deus promete ao remanescente de Israel um reino de prosperidade e bênçãos debaixo do reinado do Messias (v.1-12).

“Já que dizem: ‘não profetizeis’, Deus lhes cobrará por esta palavra, e o pecado que cometeram lhes será por castigo. Que o médico não atenda mais ao paciente que não será curado. Aqueles que silenciam aos bons ministros e detêm os meios da graça, são inimigos não somente de Deus, mas também de seu país. Que laços reterão aqueles que não têm reverência pela Palavra de Deus? os pecadores não podem esperar ter repouso em uma terra que contaminaram. Não somente serão obrigados a partir desta terra, como ela mesma os destruirá. Apliquemos isto ao nosso estado neste mundo presente. Existe corrupção no mundo por causa da luxúria, e devemos nos manter afastados dela. Esta terra não é o nosso repouso; foi designada para a nossa peregrinação, mas não como a nossa porção. Nossa pousada não o nosso lar; não temos aqui cidade permanente. Portanto, levantemo-nos e partamos, busquemos a cidade permanente que é do alto.”[1]

Estado de calamidade
1.Planos malignos (v.1-3)
2.Ódio contra a Palavra de Deus (v.4-5)
3.Amor aos falsos profetas (v.6-11)
4.Promessa de bênçãos ao remanescente (v.12)




[1] Comentário Bíblico de Matthew Henry – Miquéias pg.3 (Casa Publicadora das Assembleias de Deus - 3ª Edição - 2003)

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