Êxodo 14

Capítulo 14: O Mar Vermelho
1.O povo finalmente saiu do Egito, mas Faraó e os oficiais mudaram de ideia e foram atrás do povo que estava acampado em frente ao Mar Vermelho. O mar ganhou este nome devido à colocarão que as algas produziam nas águas. O que o povo passou é muito semelhante à nossa vida cristã. Quando estamos em dificuldades sem saber se paramos, se vamos para frente ou se recuamos, a tendência é nos amedrontarmos. O povo de Israel esteve nesta situação após ver a mão poderosa do Senhor libertando-os do Egito. Se conseguíssemos ver além das dificuldades, veríamos o plano maravilhoso de Deus sendo executado. É como ver as nuvens de cima para baixo, elas podem ser densas, mas o céu por cima é sempre azul e brilhante. O povo reclamava para Moisés, esquecendo de todo o livramento anterior. Deus tem nos livrado de tantas situações que seria rebeldia reclamar diante das dificuldades. Há momento de clamar e há momento de marchar. Deus queria que o povo marchasse, agora. Sempre devemos orar, mas quando obtivermos a resposta devemos marchar para o alvo que Deus traçou para nós (v.1-15).

2.Deus sempre usará alguém para nos ajudar a seguir o caminho que Ele quer para nós. Jamais devemos dar um passo sem a direção de Deus e Ele usa os conselheiros para isto. Bem perto de nós pode ter um bom conselho, por isso, o crente deve ser pronto para ouvir. Dizem que vitória sem
luta não tem graça. Se é o mesmo princípio que Deus está usando não sabemos, mas o fato Dele endurecer o coração dos egípcios só dá mais glória a Ele. Como diz o antigo hino: “Se é dura a peleja Deus dá maior graça...”. O povo não estava vendo a glória de Deus e agora veriam mais uma vez, dentre tantas (dez pelo menos, as pragas). O crente não deve temer diante das dificuldades, pois Deus quer glorificar o Seu próprio nome. A glória de Deus alcança vários objetivos. Um deles são os próprios crentes que estão no meio das dificuldades. Os crentes sairão mais fortalecidos das dificuldades. Outro objetivo são os incrédulos. Eles verão que Deus é o único. Quando pensamos que Deus está tirando a direção de nós, Ele está na verdade, reforçando a nossa retaguarda. Às vezes nos sentimos como alguém que foi deixado para trás com a porta trancada e a luz apagada. Este sentimento é uma artimanha de Satanás para procurarmos outro recurso que não seja o Senhor. O temor diante das dificuldades é por falta de fé. Às vezes queremos resolver toda a situação e contar com o Senhor apenas como uma ajuda adicional. Temos de ver todas as dificuldades como a glorificação de Deus em nossa vida (v.16-20).

3.Jó disse que ainda que Ele me mate, Nele esperarei. O final de uma dificuldade pode ser a morte, mas jamais deveria ser o abandono do Senhor. Moisés foi o instrumento de Deus e a vara foi o instrumento de Moisés para o escape do povo. Deus usa meios para nos trazer alívio e libertação. No momento certo Ele nos socorre. A lição que temos de aprender é que, enquanto tiver uma vara e um Moisés, Deus estará nos dando escape. Os instrumentos de Deus estão a nossa disposição. A solução de Deus é perfeita e até incompreensível. Vale a pena esperar o momento de passar a seco pelo meio do mar. Sair nadando como um desesperado é morte certa. Embarcação não há e se tivesse, afundaria. A precipitação não é um escape, mas um suicídio. Para a sua própria ruína os egípcios foram atrás do povo de Deus. Aqueles que querem o nosso mal serão envergonhados, pois Deus glorifica o seu próprio nome dando escape a nós e confundindo os nossos perseguidores. Deus arrancou as rodas dos carros dos egípcios para que ficassem desgovernados. O povo foi muito incrédulo e agora tinha de se envergonhar do cuidado de Deus por eles. O resultado apareceu como incontestável, os corpos surgiram na praia, prova do escape de Deus para o Seu povo. Esta é mais uma razão porque o crente não deve temer as dificuldades, Deus providenciará o escape. Os que
devem temer as dificuldades são os que não confiam no Senhor. As situações podem parecer sem solução, mas no tempo certo Deus dá o escape para a Sua própria glória (v.21-31).

“Nada no relato exige que pensemos que o rei encontrou o mesmo destino do seu exército, tampouco existem evidências históricas para fundamentar essa suposição. Levando em conta as frequentes menções do faraó nas narrativas das pragas, a ausência de referências específicas a ele nos caps. 14 e 15 necessariamente aponta na mesma direção.”[1]

O adeus ao Egito
1.O adeus ao Egito para seguir o Deus verdadeiro (v.1-4)
2.O adeus ao Egito provoca Faraó (v.5-9)
3.O adeus ao Egito nem sempre é definitivo (v.10-12)
4.O adeus ao Egito é um ato de fé (v.13-14)
5.O adeus ao Egito é só da parte daquele que sai (v.15-18, o Egito não quer nos dar adeus)
6.O adeus ao Egito é vontade de Deus (v.19-20)
7.O adeus ao Egito, um dia, será definitivo (v.21-31)





[1] Comentário Bíblico NVI – Êxodo, pg. 229 – F.F. Bruce (Editora Vida, São Paulo – 2009)

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