Êxodo 15

Capítulo 15: Louvor a Deus pelo livramento
1.Cantar ainda é um método muito eficiente de extravasar alegria, tristeza e protesto. Não importa a afinação ou falta dela. As pessoas são musicais. Até quem não canta, gosta de ouvir. Preferências musicais têm causado acirradas discussões e ataques. Não temos a partitura deste cântico, portanto, não temos como reproduzir o que cantaram, mas temos a letra para nos edificar. O assunto, sem dúvida, é o livramento maravilhoso que Deus providenciou para a nação de Israel. Nós, os crentes da Igreja, temos o mesmo louvor em nosso coração, pois fomos libertos da perdição eterna por Jesus Cristo. O homem de guerra não foi Moisés, mas o próprio Deus. Não temos informação específica se o próprio Faraó afundou com o exército, mas temos a certeza de que o povo ficou livre das investidas de Faraó para sempre. O inimigo tinha muita certeza de que destruiria o povo de Deus, mas o triunfo foi todo do Poderoso, livrando de modo espetacular. Todos os adoradores dos falsos deuses teriam que suportar a terrível notícia de que só o Deus de Israel faz maravilhas. O cântico não fala apenas da força de Deus, mas também de Sua bondade para com o povo. Profeticamente, Moisés menciona em seu cântico, o temor que os povos teriam de Israel por
causa do Deus todo poderoso. A Filístia, Edom, Moabe e os vários povos de Canaã. As mulheres tiveram participação nessa celebração, cantando, tocando e dançando (v.1-21).

Os motivos de louvor a Deus por Seu grande livramento
1.Triunfo (v.1)
2.Força (v.2)
3.Homem de guerra (v.3-5)
4.Poder (v.6)
5.Grandeza e Excelência (v.7-10)
6.Santidade (v.11-12)
7.Beneficência (v.13)
8.Temor (v.14-16)
9.Herança (v.17)
10.Reino (v.18-21)

2.Depois da libertação do Egito através do Mar Vermelho e toda a celebração com cânticos, instrumentos e danças, o povo passa a enfrentar a jornada que daria maturidade para alguns e revelaria o pior de outros. Assim é a vida cristã. O dia a dia revelará nosso coração, louvor e murmuração. As dificuldades surgirão. A primeira dificuldade do povo foi a falta de água. Logo no terceiro dia já faltaria água, pois eram animais e mais de dois milhões de pessoas. A alegria de achar água logo se transformou em frustração, pois as águas eram amargas. Moisés enfrentaria o pesado fardo de ser um líder. As pessoas cobram, duvidam, confiam, reclamam, agradecem, acusam e têm todo o tipo de reação diante de um líder. Porém, o líder tem o Senhor a quem recorrer. Deus mostrou a Moisés uma árvore a qual cortada e lançada na água mudou a propriedade de amarga para portável. Tudo fazia parte das provas de Deus para estabelecer ao povo os estatutos Dele. A confiança resultaria em sucesso em todas as áreas. Logo após a prova veio a bênção mostrando a bondade do Senhor. No deserto, 70 palmeiras e 12 fontes! (v.22-27).

“O versículo 22 inicia o relato da jornada desde o mar Vermelho até o monte Sinai. A narrativa apresenta lições espirituais para cristãos de todas as idades através das eras. As águas de Mara (que significa ‘amarga’), por exemplo, falam sobre as experiências tristes da vida; a árvore sugere a cruz do Calvário que transforma em doçura a amargura da vida. Em Mara, o Senhor se revelou como o Senhor, que te sara (YHWH Ropheka). Deus prometeu libertar Israel das enfermidades que afligiram os egípcios. Elim, lugar ande havia doze fontes de água e setenta palmeiras, aponta para o descanso e refrigério concedidos aos cristãos após chegarem ao pé da cruz.”[1]




[1] Comentário Bíblico Popular Antigo Testamento, pg. 63 – William MacDonald (Editora Mundo Cristão – SP – 2ª ed. junho de 2011 – impresso na China)

Nenhum comentário:

Postar um comentário