Miquéias 7

Capítulo 7: Uma sociedade decaída e o perdão de Deus
1.A perda não é apenas uma sensação, mas uma realidade, no caso de Israel. A nação perdeu a honra e os bens que lhe davam honra entre as nações. As traições se tornaram comuns e a falta de homens piedosos acentuou a desgraça. Os maus se tornaram cada vez mais habilitados para fazer outros tropeçarem. Entre os maiorais há corrupção e a justiça não prevalece. Quando o mal moral se instala numa sociedade, não conseguimos ver claramente, ficamos confusos. Até mesmo os melhores amigos se tornam uns contra os outros em momentos de confusão. Até mesmo aquela que reclina sobre o peito, ou seja, a esposa. É comum, em tempos de crises, as pessoas se acusarem e quererem levar vantagem sobre a fragilidade alheia. Os da própria casa se tornam inimigos uns dos outros. O Senhor Jesus usou essa referência (v.6) para ilustrar o que acontece quando pessoas aceitam o Evangelho de Jesus Cristo. Os familiares são os primeiros a contestar a nova fé. Miquéias
confia no Senhor e sabe que o livramento dessa situação virá somente de Deus (v.1-7).

2.A nação de Judá, cativa na Babilônia, fala à nação inimiga que sua confiança está no Senhor e que, mesmo sendo disciplinada no momento, será restaurada à justiça Dele. Deus usa instrumentos inexplicáveis para disciplinar o Seu povo, mas nada foge à justiça Dele. Miquéias vê além da reedificação dos muros, nos dias de Neemias, pois a promessa de que os limites de Israel serão maiores após o cativeiro, ainda não aconteceu. Isso se dará no reino que está por vir, o reino de Jesus Cristo na terra, também chamado em Apocalipse de Milênio. A nação de Israel será apascentada. Aliás, Deus nunca deixou de ser o pastor de Israel, ainda que tenha aplicado a vara da disciplina. Um dia, todos verão a nação de Israel em todo seu resplendor. Tudo isso por causa da grande misericórdia do Senhor, do perdão realizado em Cristo Jesus na cruz. As promessas de bênçãos que estamos experimentando como Igreja são o cumprimento das promessas de Deus feitas a Abraão. Nele, todas as famílias da terra são abençoadas. Somente os que aceitarem Jesus Cristo, o Salvador (v.8-20).

“... o livro termina bem, ao falar do amor e do perdão, bem como de antigos pactos que Deus não esquecerá de cumprir. A conclusão salienta a fidelidade e a bondade de Deus, e isso é até maior do que Miquéias sabia ou era capaz de exprimir.”[1]

A corrupção de uma sociedade – Mq 7.1-7
1.Desejos insatisfeitos (v.1)
2.Falta de pessoas piedosas (v.2)
3.Traição generalizada (v.2)
4.Diligência para fazer o mal (v.3)
5.Abuso de poder (v.3)
6.Suborno (v.3)
7.Planos malignos (v.3)
8.Falta de padrão moral (v.4)
9.Confusão (v.4)
10.Falta de confiança nos melhores amigos e até a esposa (v.5)
11.Inimizade na própria família (v.6)
12.Um remanescente fiel (v.7)

A bondade de Deus – Mq 7.8-20
1.Ele levanta o caído (v.8)
2.Ele mostra Sua justiça (v.9)
3.Ele vinga Seu povo (v.10,13)
4.Ele reedifica e expande nossos limites (v.11)
5.Ele devolve a boa reputação (v.12)
6.Ele pastoreia suas ovelhas (v.14)
7.Ele liberta de modo maravilhoso (v.15)
8.Ele provoca temor nos povos (v.16-17)
9.Ele perdoa pecados (v.18-19)
10.Ele cumpre Suas promessas (v.20)


Pércio Coutinho Pereira, 2015




[1] O Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo vol. 5, pg. 3588 – Russell Norman Champlin (Editora Hagnos – São Paulo – SP – 2ª ed. 2001)

Um comentário: