Ageu 1

Capítulo 1: As considerações sobre os nossos caminhos
1.O povo de Judá foi levado ao cativeiro e ficou lá por 70 anos. Deus nunca esqueceu das promessas feitas aos patriarcas e, por isso, trouxe o povo de volta para Jerusalém. O povo precisava muito mais do que uma terra para habitar. O povo de Deus tinha uma forte ligação com o Templo. Eles nem cantavam e sacrificavam na Babilônia porque estavam longe de sua terra e do Templo do Senhor. Mas, infelizmente, as pessoas se acostumam com a miséria espiritual. Deus levantou o profeta Ageu para incentivar o povo a construir o templo e a considerar os seus caminhos para ver que se algo errado está acontecendo em suas vidas é porque Deus está pesando a mão para chamar a atenção para a prioridade que é o Templo do Senhor. Quando consideramos os nossos caminhos devemos observar se está tudo bem com a nossa comunhão com Deus. Se não estamos nos afastando do
Senhor e se as provações não estão sendo uma forma de Deus chamar a nossa atenção para aquilo que estamos negligenciando como prioridade.

2.Estamos lidando com dois extremos. Um são as comodidades que temos recebido de Deus. Não devemos desprezar o sustento e o bem-estar, pois é Deus quem está nos dando, mas devemos considerar que as privações podem ser um alerta para darmos atenção às prioridades da obra de Deus e da vida cristã. Deus ofereceu a oportunidade para o povo reconstruir aquilo que foi derrubado no cativeiro, mas o povo ainda achava cedo para se importar com os interesses de Deus que era a reconstrução do templo. Deus argumenta com o povo. Se não é tempo para Deus, será que é tempo para o povo? Qual deve vir primeiro, os interesses de Deus ou o do povo? Devemos buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a Sua justiça e as demais coisas serão acrescentadas a nós. O povo vivia em boas casas, mas a casa de Deus estava em ruínas. É hora de considerarmos os caminhos de Deus em nossas vidas. É hora de considerarmos o nosso passado. Tudo o que Deus fez por nós deve nos incentivar a trabalhar para Ele (v.1-5).

3.Se por um lado temos recebido bênçãos em bens e comodidades, às vezes, temos recebido em provações e privações. Tudo deve ser considerado na vida. Deus quer alcançar o nosso coração. Não nos surpreende passarmos por dificuldades quando não estamos atentando para os nossos caminhos. Deus quer chamar a nossa atenção e, às vezes, mexe com nossos bens, pois estes nos importam muito. É hora de considerarmos essas coisas. Nada é por coincidência, mas é a mão de Deus pesando sobre nossas vidas. Quando não estamos em pecado sabemos que as lutas vêm assim mesmo, mas devemos observar nossas atitudes para verificar se não é para consertarmos algo no relacionamento com o Senhor. Quando o peso do pecado cai sobre nós por causa de nossa negligência no relacionamento com Deus é hora de “cortarmos lenha”. Vamos para o bosque buscar madeira, ou seja, procuremos nos encaixar na obra de Deus. Vamos à procura da Palavra e dedicarmos à oração, interessando-nos pela casa de Deus. A explicação de algum tipo de privação e sofrimento está na negligência para com os assuntos de Deus os quais devíamos cuidar. No caso de Jó sabemos que não era o caso, mas para o povo depois do exílio, sim. As tribulações da vida chamam a nossa atenção para o nosso relacionamento com Deus. O momento de reflexão é muito importante na vida cristã. Tanto as bênçãos como as tribulações nos chamam a atenção para o nosso andar com Deus. Se não estamos dedicados ao Senhor é hora de entrarmos na floresta e cortarmos lenha para a casa de Deus (v.6-11).

“Não disseram que não construiriam um templo; eles o fariam, mas não naquele momento. Deste modo, os homens não dizem que nunca se arrependerão, nem se consertarão, nem serão religiosos, e sim que não o farão agora, desta maneira o grande trabalho para o qual fomos mandados ao mundo para realizarmos, fica por fazer. Existe em nós a tendência de pensar mal dos desalentos que surgem em nosso dever, como se fossem uma exoneração de nosso dever, quando são somente para provar a nossa coragem e fé. Se descuidaram da edificação da casa de Deus para terem mais tempo e dinheiro para as coisas mundanas.”[1]

As considerações sobre os nossos caminhos
1.Devemos considerar as bênçãos de Deus em nossas vidas (v.1-5)
2. Devemos considerar as tribulações de nossas vidas (v.6-11)



[1] Comentário Bíblico de Matthew Henry – Ageu, pg. 1 (Casa Publicadora das Assembleias de Deus - 3ª Edição - 2003)

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