Sofonias 1

Capítulo 1: As ameaças de Deus contra a nação de Judá
1.Sofonias foi o último profeta menor que profetizou antes do cativeiro babilônico. Portanto, foi a última palavra que Judá recebeu antes de ir para o cativeiro. Deus ofereceu várias oportunidades para o povo mudar de atitude, mas os pecadores não ouviram os profetas. Sofonias era tataraneto do rei Ezequias. Deus ameaçou destruir os homens e animais de modo geral por causa da idolatria. Este mal acompanha o mundo desde os tempos mais antigos, ou seja, desde a entrada do pecado no mundo. Adão se tornou um idólatra de si mesmo quando desprezou a ordem clara de Deus. Por causa da idolatria todas as coisas vivas da terra serão destruídas. A terra de Judá foi desolada, mas no futuro isto, também, acontecerá de modo mais arrasador, pois abrangerá toda a terra. A Palavra de Deus diz que toda a natureza geme aguardando a redenção dos salvos. O pecado afetou toda a criação e isto exige a destruição de toda a terra, mas os crentes serão libertos dessa vida de pecado antes da destruição. A nação de Judá se entregou à adoração de Baal, por isso, Deus destruirá os ídolos e os quemarins, os sacerdotes de Baal, e também os sacerdotes da tribo de Levi porque se uniram nessa idolatria. A astrologia com sua pretensa direção do futuro é abominação para Deus. Os adoradores dos astros, também, pretendiam adorar ao Deus verdadeiro, mas isto não é possível. Pessoas faziam votos para Deus, mas também, prometiam obediência a Milcom, que é o mesmo que Moloque, um deus que exigia o sacrifício de bebês e o povo de Judá oferecia seus queridos
bebês para o inimigo. Quem serve a dois senhores, finalmente, terminará servindo o deus falso. Deus, para alguns, já não é mais conveniente e, por isso, buscam outras fontes de auxílio. Deus os destruirá. As ameaças de Deus não são, de modo algum, injustas. Ele quer toda a nossa adoração. Judá se desiludiu com Deus e não mais O serviu. Os deuses não deram vitória alguma a eles, somente os conduziram para longe do Deus verdadeiro (v.1-6).

2.Não apenas a idolatria é motivo para Deus destruir um povo, mas a violência, também. O sacrifício de Deus está preparado e este são os judeus. Os convidados são os soldados caldeus, os quais invadirão Judá. É um modo violento de vingança divina, mas é merecida pelo povo de Judá. Até os mais nobres sofrerão a violência. As vestes estrangeiras são a indumentária dos sacerdotes de Baal e Moloque. Os que serviam a Moloque subiam na plataforma do altar e ofereciam os seus bebês como sacrifício. Hoje, o mundo está experimentando a violência de muitos tipos, também. O homicídio, a bebedeira, os acidentes de carros por jovens embriagados, o estupro, as brigas, e outras formas de violência estão invadindo a nossa sociedade que não quer saber de uma vida equilibrada com Deus. À Porta do Peixe, chamada assim por causa do mercado de peixes, seria o local de entrada do exército caldeu. A Cidade Baixa ou segunda parte era outra porta. Dali se ouviriam os uivos dos habitantes de Judá e nas montanhas seriam ouvidos os lamentos. Talvez, não possamos ainda ouvir muitos lamentos, pois as pessoas se sentem muito confortáveis, mas o dia de juízo deve chegar, os pecadores devem se humilhar antes de serem humilhados. Mactés era o nome de uma rua em Jerusalém. Ali as pessoas sairiam chorando por causa da invasão babilônica. Os que pesavam pratas deviam temer, pois eles vendiam pratas para a confecção dos ídolos. A lanterna de Deus descobre os pecados mais encobertos no mais escuro dos corações. Os pecadores não estão preocupados. Em Judá estavam apegados à sujeira dos copos de vinho, achando que as ameaças de Deus não passavam disso e que Ele não teria coragem de destruir o Seu próprio povo. Achavam também que Ele não fazia bem ao povo, ou seja, deixaram de crer na Providência de Deus. Os que não creem que Deus interfere na história do homem ficarão surpresos, pois ajuntam conforto, mas nada disso poderá livrá-los. Uma forma de violência é desafiar a Deus, mas ninguém pode lutar contra Deus. As ameaças Dele contra os violentos são reais e estes devem se acalmar de sua violência (v.7-13).

3.Esta é a terrível ameaça. O Dia do Senhor é um tempo de juízo. Aconteceu para Judá e acontecerá para o mundo. Não é uma mensagem popular, mas alguém deve avisar, pois os que ficarem sofrerão muito e, mesmo que recebam a Palavra será com muita tribulação. Não parece que está perto, mas Deus diz que está. Até o mais corajoso ficará acovardado com Aquele Dia. Será um dia de muita amargura. O povo está indignado contra Deus, mas Naquele Dia Deus se indignará contra o povo. Muito sofrimento e alvoroço, pessoas tentando salvar suas vidas sentenciadas. A escuridão e o medo tomarão conta do mundo. A trombeta dos caldeus dando o sonido era sinal de invasão. A trombeta do Senhor Jesus Cristo, também, tocará e os povos tremerão. A vida valerá muito pouco, pois a violência será muito grande contra os pecadores. Nenhuma cidade será fortificada a ponto de segurar a fúria de Deus. As riquezas de nada servirão contra o grande e terrível Dia do Senhor. Se Deus diz que destruirá a terra temos de crer nisto, assim como cremos em outras promessas de Deus. As ameaças de Deus se cumprem contra os idólatras, contra os violentos e contra toda a terra no Dia do Senhor. Israel e Judá experimentaram e a terra e os incrédulos verão. Os que creem nisto e querem fugir da ira vindoura devem se arrepender de seus pecados, crendo no Senhor Jesus Cristo, o Salvador que morreu em favor dos pecadores (v.14-18).

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