Ageu 2

Capítulo 2: O tempo de restauração
1.Depois do cativeiro da nação de Judá, Deus ordenou a reconstrução do Templo. O povo enfrentaria os inimigos, o desânimo, o saudosismo por causa dos mais velhos que viram o primeiro Templo, a falta de recursos e o pecado. Ageu foi o profeta usado por Deus para animar e repreender o povo, Zorobabel, o governador e Josué, o sumo sacerdote. O trabalho de animar pessoas é um ministério espiritual, pois o ânimo e as forças vêm do Senhor. Dario estava no segundo ano de seu reinado. Ele era descendente dos medos (Dn 9.1), mas era rei dos caldeus. Um ano antes, Daniel animou Dario com as profecias do reinado da Pérsia (Dn 11.1-2). O templo restaurado era inferior ao templo dos dias de glória de Israel, mas era com esse templo que o povo recomeçaria a adoração formal a Deus, plantados novamente em sua terra. Deus estaria com o povo na restauração e isso bastava. Tinham que se animar nessa obra. O crente que está disposto somente com grandes coisas não está buscando intimidade com Deus, mas realizações nas atividades. Quando Deus tremer a terra e destruir o mundo não fará nenhuma diferença uma construção suntuosa ou um lugar modesto. A comunhão com Deus supera todos os glamoures. Toda a riqueza pertence ao Senhor. Se Ele quiser que os povos tragam riquezas para encher o seu templo, Ele faz com que isso aconteça. Deus fará que a glória do novo templo seja maior que a do antigo. Por causa do luxo? Não, mas por
causa do espírito quebrantado do povo. Evidentemente, Ageu está apontando para outro templo, ainda. É o templo do reino de Cristo na terra. A presença Dele como rei fará com que a glória seja maior do que todos os períodos de adoração que Israel teve (v.1-9).

2.A construção do Templo não era nenhuma vaidade nacional, mas uma ordem de Deus. O Templo construído é a luz acessa em Judá para todos os povos. O estabelecimento de igrejas locais nas cidades, sertões, selvas e no mundo em geral não é simplesmente a propaganda do evangelho, mas é a ordem de Deus para que não falte luz para os povos. O povo estava pecando por não se animar para levar o plano de construção adiante. Hoje, qualquer crente que não esteja trabalhando para a expansão da obra de Deus e o estabelecimento do evangelho no mundo está em pecado. O povo de Judá viveu dois tempos. O tempo de pecado e o tempo de restauração. Ageu devia perguntar a quem entendesse do assunto. A conclusão é que o santo não purifica o impuro. Um sacerdote carregando um pote de carne consagrada e tocando em algum objeto não tem o poder de purificar (v.10-12).

3.Deus ordenou a reconstrução do Templo. Zorobabel e Josué seriam os líderes dessa empreitada, mas o povo estava em desobediência, pois não tinha o mesmo propósito. É muito ruim quando alguém está queimando de paixão pelas almas, mas os seus companheiros estão indiferentes a tudo. Na igreja, quem não está orando fervorosamente pelo evangelismo e não está dispondo a sua vida para a obra de Deus, está em pecado. Não há pastor, evangelista e missionário que possa purificar tal pessoa, pois o santo não purifica o impuro. Por outro lado, aquele que está impuro, ao tocar objetos estes se tornam imundos. O povo de Judá estava manchando tudo, pois não tinha o coração disposto a obedecer a Deus e trabalhar na obra de reconstrução do Templo (v.13-14).

4.Quando alguém está em pecado de omissão quanto à expansão do evangelho, ele consegue contaminar os outros que estão indiferentes. A obra de Deus precisa ser estabelecida em todos os cantos do mundo. Todos os crentes precisam purificar as suas vidas para que isto aconteça. O pecado da negligência quanto à expansão do evangelho afeta todas as outras áreas da vida. O povo foi para o cativeiro por causa do pecado e ainda estava em pecado. Isto se refletia no sustento diário. Os seus esforços não rendiam e até agora não estavam rendendo. Uma medida equivalia a 22 litros, vinte medidas eram 440 litros. Iam pensando encontrar esta quantia, mas achavam metade. Não havia mil litros de vinho, mas menos de 500 litros. Qual era o mistério? Os ladrões e os bichos que comiam. E as uvas não se aproveitavam todas (v.15-16).

5.As plantações foram arrasadas com chuvas de granizo. As doenças, do tipo ferrugem estragaram as plantações também (A palavra yeraqown significa palidez). Outro fator foram as queimadas que arrasaram os frutos. A vida do crente em pecado quanto à expansão do evangelho irá de mal a pior. Tudo o que ele experimentar será impuro. Falta-lhe aquele envolvimento na obra de Deus que o abençoaria. Talvez inclua dinheiro, mas esta palavra não pode se limitar a isto, pois há outras maneiras de um crente não ser abençoado. O tempo de pecado que alguns passam são áridos, sem as bênçãos de Deus. Não se envolver com a obra de Deus é um pecado com consequências para o povo de Deus (v.17).

6.Podemos dizer que é um novo tempo. Um tempo de bênçãos e restauração. Um tempo de participação na obra de Deus. O povo finalmente entendeu que precisava reconstruir o Templo. O povo podia contar os dias. As pessoas podiam marcar o dia do arrependimento com a plantação e ver como a colheita seria produtiva. O tempo de bênçãos sempre coincidirá com o tempo do arrependimento. Se um crente hoje se entregar para Deus com a disposição de se envolver na obra de Deus, hoje mesmo, Deus começará a operar maravilhas em sua vida. Para o povo de Judá, seria fácil saber. Nesse dia estavam “zerados”, mas a partir de agora Deus traria boas colheitas. Esse é um tempo maravilhoso. Quando o crente entender essa verdade e aplicar em sua vida, crendo que será assim, o tempo de restauração será de abundância. Bênçãos virão para os crentes e a bênção do evangelho chegará até os povos. Qual tempo você está vivendo? Em tempos de bênção ou em tempos de pecado? Esses tempos estão relacionados à disposição de fazer a luz de Cristo Jesus expandir pelos quatro cantos do mundo (v.18-19).

“O sentido é que a última glória da casa excederia de muito toda a glória antiga. É de vital importância que se perceba que nas Escrituras o Templo de Deus em Jerusalém é considerado como uma entidade, existindo sob diferentes formas em diferentes períodos da história. A presença de Cristo emprestaria uma glória ao segundo Templo que o primeiro Templo jamais conheceu. Tem-se defendido o ponto de vista que a última glória se refere à glória milenial do Templo visto em Ezequiel, capítulos 40 a 48. Considerando que há uma continuidade nos Templos das diferentes épocas, esta posição não pode ser excluída. Embora o Templo de Zorobabel fosse totalmente modificado por Herodes quando o reformou, o seu Templo continuou sendo considerado como o segundo Templo. É assim chamado por todas as autoridades judias.”[1]

Restauração espiritual
1.A restauração espiritual é a oportunidade de um novo começo (v.1-9)
2.A restauração espiritual produz a purificação (v.10-19)
3.A restauração espiritual levanta pessoas usadas por Deus (v.20-23)



[1] Comentário Bíblico Moody – Ageu, pg. 12 (Editado por Charles F. Pfeiffer – Imprensa Batista Regular 4ª impressão 2001)

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