Malaquias 1

Capítulo 1: Os juízos de Deus sobre as nações e sobre a Sua casa
1.É impossível estudar a Bíblia sem ver os juízos de Deus em várias épocas e, finalmente, nos fins dos tempos. É do caráter de Deus ser justo e acertar as contas com aqueles que tiveram responsabilidades a cumprir. A nação de Israel teve responsabilidades e não as cumpriu como Deus queria, por isso, Deus levanta profetas para advertência. As nações, também, recebem advertências. Individualmente também estamos recebendo advertências de Deus para viver corretamente diante Dele e dos homens. Há muita coisa errada no mundo ao nosso redor, mas é preciso consertar nossa própria casa também. A sentença foi pronunciada pelo profeta Malaquias contra Edom. Os edomitas eram descendentes de Esaú, irmão gêmeo de Jacó. Deus abençoou Jacó, nomeando-o Israel. Os descendentes de Esaú tomaram outro rumo e desejaram e contribuíram para a desgraça de Israel, por isso, Deus os julgou. Malaquias é um livro de muitas perguntas. No Velho Testamento todo aparecem aproximadamente 2200 pontos de interrogação. Na Bíblia toda, há umas 3200 perguntasEm Malaquias há 28 pontos de interrogação. (v.1-2).


“Malaquias foi o último dos profetas e supõe-se que profetizou no ano 420 a.C., repreendendo os sacerdotes e o povo pelos maus costumes nos quais tinham caído, e convida-os ao arrependimento e ao conserto, com promessas de bênçãos que serão repartidas quando o Messias vier. Agora que as profecias a respeito da vinda do Messias cessariam, fala claramente a respeito Dele, como estando muito próximo, e ordena ao povo de Deus que continue se lembrando da lei de Moises enquanto esperam o Evangelho de Cristo.”[1]

2.As montanhas de Edom ficaram desertas depois de cinco anos que Judá foi levada ao cativeiro. Os caldeus destruíram Edom, embora tinham uma aliança entre si. Deus tem nos amado e cuidado de nossas vidas. Aqueles que desejam o nosso mal serão julgados no tempo certo. Edom foi destruída totalmente, conforme se lê no profeta Obadias. O povo até tentou se reedificar, mas Deus os derrubou novamente. Deus não está limitado em julgar somente o Seu povo, mas também os gentios. Edom, embora parente do povo de Israel, foi extirpado da terra. Deus julgará todos aqueles que não amarem a Sua Palavra e crerem na promessa da vida eterna em Cristo Jesus (v.3-5).

3.A segunda parte do texto, talvez, seja mais difícil para alguns admitirem. Deus julga os gentios, mas julga a Sua própria casa também. Deus entra em discussão com a Sua casa. É como se defendêssemos nossos filhos de alguma injustiça que alguém de fora da casa tenha cometido, mas depois que tudo passa, sentamos com o filho e perguntamos sobre a lição que ele aprendeu, quais os erros que cometeu. “Os pratos sujos se lavam em casa”. Edom sofreu o juízo, mas agora é hora de perguntar para Israel sobre os seus erros. Deus julga os infiéis, mas e quanto a nós que nos consideramos fiéis, será que realmente temos honrado ao Senhor? Os sacerdotes que são líderes estão guiando bem o povo? (v.6).

4.É claro que aqueles que não são de Deus praticam a impureza, mas nós que somos santos, separados de Deus, estamos santificando a mesa do Senhor? Os pães da proposição deviam ser feitos pelos sacerdotes com os mais finos grãos de trigo, bem peneirado e amassado. Algo não estava sendo bem feito. Talvez os melhores frutos não estavam sendo oferecidos ou o incenso não estava sendo queimado ou mãos estranhas estavam preparando ou oferecendo os pães. Sempre há o que perguntarmos sobre o nosso trabalho na obra de Deus (v.7).

5.Os sacrifícios estavam sendo oferecidos de qualquer maneira. Não é assim que fazemos no mundo. Para os nossos patrões trabalhamos corretamente, pois sabemos das implicações de um trabalho negligente. Para o nosso Deus devíamos oferecer o melhor. O profeta insiste que o povo peça o perdão a Deus e mude de atitude. Deus não aceita apenas o trabalho mal feito, como despreza o relapso, ou seja, o relaxado. Temos de nos arrepender da negligência para com Deus e sua obra. O juízo de Deus chega na Sua própria casa, também (v.8-9).

6.Os sacerdotes e porteiros fechavam as portas do Templo por uma razão justa, isto é, para que pessoas de fora, imundas, não entrassem. Neemias ensinou o povo a fechar as portas para não receberem mercadores aos sábados. Mas, o que adianta impedir que o mal entre quando a maldade já está dentro? O fogo do altar estava aceso, mas não era o fogo santo, pois havia impureza nos sacerdotes. Deus não quer rituais, Ele quer obediência de coração (v.10).

7.Israel falhou em demonstrar às nações as maravilhas de Deus, mas isto não significa que os povos não conheceram a Deus. Eles ouviram das maravilhas do Senhor na História de Israel e muitos temiam o Seu nome. Muitos na Igreja estão falhando em ser luz aos povos, mas Deus está levantando pessoas que levam a mensagem. Muitos nativos estão levando a mensagem a outros nativos (v.11).

8.Há um momento na vida do crente em que ele começa a desprezar as bênçãos de Deus. Se nós não avançamos na maturidade cristã, logo começamos a desprezar as mais belas obras de Deus entre o Seu povo. O povo no deserto começou a desprezar o maná e os sacerdotes começaram a desprezar a mesa do Senhor e as ofertas. Será que já não estamos cansados de frequentar a Igreja e olhando os nossos irmãos como qualquer transeunte na rua? E quanto aos perdidos, será que deixamos a ordem de alcançá-los? (v.12-13).

9.Temos muito a oferecer ao Senhor, mas, às vezes, damos o pior. Deus vê além das nossas ações. Ele vê onde tudo começa, que é no coração. Se Deus pode trazer juízo contra os gentios, Ele também pode começar a julgar a Sua própria casa. É impossível não ver o juízo de Deus contra os infiéis, mas prestemos mais atenção em nossa própria casa. Há um juízo de Deus sobre o Seu próprio povo. Ele nos quer bem e, por isso, está nos advertindo (v.14).

As perguntas do capítulo 1 de Malaquias
1.Em que tem-nos amado? (v.2)
2.Onde está minha honra? (v.6)
3.Onde está o temor de mim? (v.6)
4.Em que temos nós desprezado o teu nome? (v.6)
5.Em que te havemos profanado? (v.7)
6.Quando ofereceis em sacrifício um animal cego, isso não é mau? (v.8)
7.Quando ofereceis o coxo ou o doente, isso não é mau? (v.8)
8.Apresenta-o ao teu governador; terá ele agrado em ti? (v.8)
9.Aceitará ele a tua pessoa? (v.8)
10.Com tal oferta da vossa mão, aceitará ele a vossa pessoa? (v.9)
11.Aceitaria eu isso de vossa mão? (v.13)




[1] Comentário Bíblico de Matthew Henry – Malaquias, pg.1 (Casa Publicadora das Assembleias de Deus - 3ª Edição - 2003)

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