Levítico 16

Capítulo 16: O Dia da Expiação
1.A morte dos filhos de Arão trouxe preocupações e medo. Deus orienta a não usar o Santo dos Santos como uma sala de estar. É o lugar onde Deus apareceria sobre a tampa da arca, o propiciatório, uma vez por ano. O sumo sacerdote deveria entrar provido de sangue, banhado e com roupas limpas e santas. A nudez deveria ser coberta com vestes interiores. A cabeça também deveria ser coberta com turbante. Deus não quer nada do homem, antes, provê vestes de justiça Dele próprio. Nesse dia dois bodes deveriam ser apresentados. Um para ser sacrificado e o outro para ser lançado ao deserto. Isto representa os dois aspectos da morte de Cristo. Ele morreu por nossos pecados e os levou para longe (Quanto disto o Oriente do Ocidente, assim afasta de vós as vossas transgressões). O bode emissário, porque é enviado para uma missão, é chamado Azazel. O sentido é duvidoso. Uma das seitas conhecidas interpreta como Satanás (Azazel, segundo eles, seria um dos nomes de Satanás). Com essa interpretação, concluem hereticamente que Jesus é o
Salvador e Satanás o co-redentor, carregando os pecados (v.1-14).

2.O sangue aspergido sobre o propiciatório, a tampa da arca, faria a propiciação por todos os pecados, não importa quais tenham sido os pecados. Propiciação vem da palavra “propício”, ou seja, favorável. Somos aceitos por Deus através da morte de Cristo Jesus. Não importa quais pecados temos cometido, o perdão é absoluto. Isto não isenta o pecador das consequências sociais. A propiciação feita pela expiação (kaphar = cobertura) tornava o pecador aceito por Deus. Porém, o pecador só pode ser aceito completamente em Cristo Jesus. A expiação era apenas uma cobertura. Deus passava por cima dos pecados. O Dia da Expiação deveria ser repetido todos os anos. O sumo sacerdote faria expiação por si mesmo e pela família e só depois faria expiação pelo povo. Cristo Jesus não precisou fazer expiação por si próprio, pois é Santo (v.15-19).

3.O sumo sacerdote colocava as mãos sobre a cabeça do bode emissário e confessava as transgressões de todo o povo e o enviava ao deserto por mãos de alguém designado para isso. Dessa forma, os pecados do povo eram transferidos para o bode que as levava para longe. Eventualmente, esse bode morreria no deserto de fome ou comido por feras, mas o povo nem ficava sabendo. Os nossos pecados são levados embora para nunca mais tomarmos ciência deles. Os que participavam desse ofício, o sumo sacerdote e a pessoa designada para levar embora o bode, lavavam suas vestes e se banhava. Isso mostra que o pecado sujo ficou para longe do pecador. O Dia da Expiação é uma data importante até hoje para os judeus, mas as obras e méritos próprios e não a graça de Deus em Cristo Jesus são enfatizados[1] (v.20-34).

O Dia da Expiação e o perdão definitivo de Cristo oferecido ao pecador
1.O pecador não podia se achegar a Deus se não fosse aceito por Ele (v.1). Somos aceitos em Cristo
2.O pecador não podia se achegar a Deus a toda hora (v.2). Somos aceitos em todo o momento
3.O pecador era aceito por meio de um sumo sacerdote (v.3). Somos aceitos por Cristo, nosso sumo sacerdote
4.O sumo sacerdote deveria ter roupas especiais e lavadas (v.4). Cristo é a nossa veste de justiça
5.O sumo sacerdote deveria oferecer sacrifício por si mesmo e família (v.5-6). Cristo não precisou oferecer sacrifício por si mesmo
6.O povo precisava de dois animais para a Expiação (v.7-10). Cristo, um só, morreu por nós e levou os nossos pecados para longe
7.O sacerdote entrava no Santo dos Santos com sangue para aspergir sobre a tampa da arca (v.11-14). Cristo mesmo foi o sacrifício que abriu o véu para entrarmos na presença de Deus
8.Aquela Expiação resolvia todos os pecados por aquele ano (v.15-19). Cristo perdoou todos os nossos pecados de uma só vez (pecados passados, presentes e futuros)
9.O sumo sacerdote colocava as mãos sobre o bode emissário para representar os pecados de todo o povo (v.20-28). Ao colocarmos nossa confiança em Cristo, todos os nossos pecados são afastados para sempre
10.O Dia da Expiação era realizado uma vez por ano (v.29-34). Cristo morreu uma única vez. Somos livres para sempre. Vivemos para Ele e não precisamos mais esforços. Só precisamos descansar Nele.



[1] Para quem quiser ouvir uma mensagem de sinagoga sobre o Yom Kuppur (Dia da Expiação) com o rabino David Weitman acesse https://www.youtube.com/watch?v=4a86ZcQ3fhk (15/08/2015). Fica bem claro que eles creem que as boas obras os fazem aceitos por Deus.

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