Ester 8

Capítulo 8: Um novo decreto do rei
1.Hamã que desejava os despojos dos judeus, acabou sendo enforcado e deixando despojos para Ester. A autoridade de Hamã, inclusive o anel do rei, ficou para Mordecai. Ester também honrou Mordecai oferecendo a superintendência da casa dela, um mordomo. Porém, Ester ainda não estava totalmente feliz, pois o decreto da matança dos judeus continuava e o dia se aproximava, o qual seria dia 13 de adar (o 12º mês, veja Et 3.7,12-13). Ela pediu ao rei para revogar o decreto, pois afinal de contas, tratava-se do povo dela, os judeus. Quantas coisas gostaríamos que fossem revogadas! Nossos pecados do passado, por exemplo. O fato é que Cristo Jesus os anulou pregando-os na cruz! No entanto, eles foram praticados e isso não muda o fato, muda o domínio que ele tinha sobre nós. Graças ao nosso bendito Salvador, aquele que crê está perdoado. Cuidado com o ensino sobre “perdoar-se a si mesmo”. Não existe tal ensino nas escrituras. É outra forma de exaltarmos nosso orgulho com capa espiritual. Nunca poderíamos perdoar a nós mesmos, só Deus pode
perdoar pecados. Ele já fez isso em Cristo Jesus, precisamos apenas aceitar o perdão que obtivemos ao crer Nele (v.1-6).

2.O rei disse que já foi feito bastante pelos judeus ao enforcar Hamã, porém, os decretos do rei da Pérsia não podem ser revogados. No entanto, é possível editar novos decretos. Isso mesmo que foi feito. Faltavam nove meses para a matança dos judeus, conforme o decreto. Foi editado para todas as 127 províncias mais um decreto. Os ginetes, velozes cavalos de raça, foram liberados para enviar a todas as províncias o edito real[1]. O novo decreto não substituía o anterior, porém, dava permissão aos judeus para se defenderem e matarem qualquer grupo que tentasse matá-los e despojá-los. O decreto vigoraria no mesmo dia do anterior, ou seja, não havia permissão aos judeus para matarem antes de serem atacados, assim como não podia atacar judeus antes do decreto. Deus nos liberta de situações difíceis no dia certo. A ansiedade cresce dentro de nós, porém, devemos confiar que no momento certo virá o escape. Houve muita alegria entre os judeus, pois embora não houvesse a proibição do dia da matança contra eles, havia a permissão de se defenderem. Sendo que o rei estava editando, através de Mordecai, para o bom entendedor, era como dizer que o edito anterior estava cancelado. Houve força real a favor dos judeus (v.7-17).

“Se um grupo de escribas e mensageiros pagãos, sem meios modernos de transporte e comunicação, podia levar o decreto de Mordecai a todo o império, muito mais deveriam os obreiros cristãos serem capazes de levar o Evangelho de Cristo a um mundo perdido!"[2]

Mudanças de situações da vida
1.Mudança de espectador para autoridade (v.1-2)
2.Mudança de uma expectativa de extermínio para um futuro de esperança (v.3-8)
3.Mudança de acuado para amedrontador (v.9-14)
4.Mudança da tristeza para a alegria, da insegurança para a confiança (v.15-17)



[1] A palavra coudelaria que aparece em algumas versões significa estrebaria ou Haras, onde se guardavam os cavalos.
[2] Notes on Esther - Dr. Thomas L. Constable, pg. 31, citando Wiersbe (Published by Sonic Light - 2014 Edition)

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