Números 11

Capítulo 11: As murmurações, a abundância de carne e o juízo de Deus
1.As reclamações do povo diante do cuidado de Deus mostravam sua ingratidão. Por isso, Deus queimou as extremidades do acampamento. Moisés orou ao Senhor, a pedido do povo, para que Ele tivesse misericórdia. Deus ouviu e extinguiu o fogo. Isso não significa que o povo não reclame mais. O populacho que era a mistura dos egípcios com o povo de Israel começou outra reclamação. A gula por coisas que não possuíam fez com que se lembrassem das comidas do Egito. O povo de Israel nuca experimentou aquela liberdade que estavam falando e nem alimentação em abundância e variada. Uma reclamação é por si própria irracional quando é movida por ingratidão. O grande vilão para eles era o maná, pois o acharam vil. Temos a tendência de reclamar das coisas boas quando se tornam rotineiras. A ira do Senhor se acendeu novamente. Moisés não achou bom
aquilo, pois ele acabara de pedir misericórdia a Deus e, agora, o povo estava repetindo as reclamações (v.1-10).

2.Moisés começou a ficar desanimado, pois estava sentindo o peso das reclamações do povo. Ele chegou a pensar que Deus estava se vingando de Moisés fazendo-o líder de um povo tão ingrato de murmurador. Moisés usa de sarcasmo contra Deus. Moisés não gerou o povo, mas tem que cuidar do povo. Para Moisés, só faltava Deus pedir que carregasse o povo nos braços pelo deserto como se fosse um bebê. Às vezes, os líderes se tornam amargos quando o povo é ingrato. O escritor aos Hebreus diz que devemos obedecer aos nossos líderes para que eles façam o trabalho de cuidar de nós sem gemerem. Moisés era incapaz de suprir carne para dois milhões e meio de pessoas. A responsabilidade de conduzir o povo era muito grande para ele. O estado depressivo de Moisés o fez desejar a própria morte. Deus aliviaria as cargas de Moisés instituindo 70 homens para ajudá-lo. No passado, o sogro dele já tinha sugerido isso, mas não parece que na época era o momento certo. Agora, Deus quer auxiliares para Moisés. Ninguém pode servir a Deus se não for capacitado com o Espírito Santo. Por isso, Deus os capacitaria com o Espírito. Deus concordou em dar carne para os reclamões, mas isso fazia parte de um plano de juízo. Comeriam carne por 30 dias até se empanturrarem. Se tivéssemos tudo o que os nossos desejos exigissem, nem assim estaríamos satisfeitos, pois somos insaciáveis. Moisés duvidou a princípio quanto a ter carne para todo o povo por 30 dias. Os líderes auxiliares de Moisés profetizaram. Talvez tivessem profetizado sobre a abundância de carne para os próximos dias. Dois jovens que não estavam com os demais líderes profetizaram sozinhos no acampamento. Josué não gostou daquilo, mas Moisés não se sentia ameaçado e nem era possessivo quanto à sua autoridade. A carne sobrevoou a menos de um metro do chão por um caminho de um dia, uns 40 quilômetros. A gula os matou, pois comeram tanto e o Senhor os feriu. Foi uma grande demonstração da ira de Deus contra os murmuradores (v.11-35).

“O fim do capítulo mostra a abundante provisão de Deus ao enviar carne que eles desejavam. Mas a ira do Senhor foi incitada contra eles e, enquanto estavam comendo, uma grande praga caiu sobre eles. Não houve arrependimento. Avidamente atacaram o que Deus tinha suprido a eles. Era apenas para satisfazer sua gula; não viram o doador atrás da dádiva. O coração rebelde e não arrependido estava ali, fazendo uso daquilo que Deus tinha dado para eles para a sua própria destruição. Daí o severo juízo. As codornizes tipificam Cristo. A cristandade fala de Cristo, mas não há arrependimento, nenhum autojulgamento, apenas uma forma de piedade, mas o poder é negado. O juízo de Deus deve cair sobre os tais. Quibrote-Hataavá significa ‘sepulcros da cobiça.’”[1]

Quando liderar é semelhante a cuidar de bebês (v.11-15)
1.A responsabilidade é grande (v.11,14)
2.Precisa carregar nos braços (v.12)
3.Precisa alimentar sob choros intensos (v.13)
4.Às vezes, parece que não vamos suportar e até falamos coisas inconvenientes (v.15)

Liderança, rebeldia e humilhação (v.16-35)
1.Um grupo de líderes alivia o ministério (v.16-17)
2.Apesar da rebeldia, Deus supre as necessidades e desejos (v.18-20)
3.Um grupo de líderes não pode resolver todos os problemas, mas Deus pode (v.21-23)
4.Um grupo de líderes precisa agir no poder do Espírito Santo (v.24-25)
5.Um grupo de líderes pode ser alvo de inveja e ciúmes para alguns (v.26-29)
6.Um grupo de líderes não pode evitar a disciplina e humilhação sobre os rebeldes (v.30-35)




[1] The book of Numbers The Annotated Bible – Arno Clement Gaebelein (biblecentre.org)

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