Números 9

Lição 9: A celebração da Páscoa e a segunda chamada para os que perderam a primeira
1.A saída do Egito nunca mais será esquecida. Até mesmo no Apocalipse vemos de antemão o cântico de Moisés e a passagem pelo Mar de Vidro. Jesus é o Cordeiro Pascal. Tudo nos leva de volta à libertação que temos em Cristo Jesus. Para o povo do deserto, tudo apontava para Cristo que tiraria o pecado do mundo (v.1-5).

2.Quem tem compromisso no deserto que não pôde participar da Páscoa, uma vez por ano? Eles tinham outras coisas para fazer, além de morar ao redor do Tabernáculo? Sim, tinham bastante
coisa, pois a manutenção, higiene, proteção, etc., era por conta do povo. No entanto, não era isso um impedimento à adoração e celebração da Páscoa. O dia do descanso era sagrado, portanto, as atividades tinham que ser interrompidas. O que acontecia era a proibição de participar da Páscoa devido a alguma impureza, tornando o membro do povo incapaz. O caso bem comum era a contaminação por parente que morreu. Participar de um funeral faria com que o participante ficasse imundo. Moisés não tinha uma resposta pronta para a situação, por isso, perguntou ao Senhor. A resposta, não tinha como não ser sábia, pois veio do próprio Deus onisciente. A pessoa em tal situação, ainda assim, podia celebrar a Páscoa, mas não na celebração vigente, pois não há exceção para a impureza. Ele poderia aguardar a segunda chamada, ou seja, depois da Páscoa havia a oportunidade para os que não puderam participar por motivo de contaminação, exatamente um mês depois. Não era uma permissão para os que poderiam participar no primeiro mês, mas apenas para os que foram impedidos. Isso mostra a misericórdia de Deus, as dificuldades diárias da vida, a consideração para com pessoas que querem servir a Deus, mas são impedidas e, especialmente, que quando não temos uma resposta para um problema, não precisamos inventar, mas consultar ao Senhor, pois Ele sempre tem o melhor para nós, seu povo (v.6-14).

3.A edificação do tabernáculo foi muito especial para o povo, pois era Deus falando com eles. Ele confirmou a construção e dedicação tornando visível sua manifestação. A aparência era de fogo. A coluna era indicador de mudança de acampamento, assim como, hoje, temos o Espírito Santo para nos conduzir em direção à vontade Dele (v.15-23).

“Moisés foi instruído pelo Senhor a que desse essa permissão com a condição de que todos os que fossem comemorar a Páscoa com atraso de um mês, tivessem motivos legítimos. Deus ainda advertiu severamente que qualquer um que negligenciasse a guarda da Páscoa no devido tempo seria eliminado do meio do povo. No segundo dia desta segunda Páscoa a nuvem começou a levantar-se de cima do Tabernáculo e o povo começou a se preparar para a viagem (10:11).”[1]

Instruções de bom senso para lembrarmos durante toda a vida (Caps. 7-9)
1.Quando Deus nos abençoa, nós nos dedicamos a Ele através dos bens (7.1-6)
2.Os líderes devem ser o exemplo de dedicação ao povo (7.10-11)
3.A obra do Senhor, que é uma forma de adoração, deve ser feita sob a luz de Deus (8.1-4)
4.As pessoas que servem a Deus precisam consagrar suas vidas e se purificarem (8.5-6, 20-22)
5.Os aposentados não são inúteis, mas bênção, se quiserem ser (8.23-26).
6.A nossa libertação da escravidão pelo Cordeiro sempre será tema de nossa existência (9.1-5)
7.Quando não temos resposta não devemos inventar uma, mas consultar o Senhor (9.6-8)
8.As dificuldades da vida, às vezes, se tornam impedimentos para servirmos a Deus, em dado momento, mas Ele sempre nos dá um escape ou provisão (9.9-12)
9.Deus conhece nossa situação e intenção, por isso, não devemos tentar enganá-Lo (9.13-14)
10.O crente deve sempre seguir o direcionamento do Pai Celestial (9.15-23)



[1] Comentário Bíblico Moody – Números pg. 31 (Editado por Charles F. Pfeiffer – Imprensa Batista Regular 4ª impressão 2001)

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