Números 15

Capítulo 15: Dedicação e obediência
1.Deus instruiu o povo sobre a maneira correta de oferecer sacrifícios. Isso servia para o povo de Israel e para o estrangeiro que estivesse junto com eles. Não basta oferecer-se ao Senhor, mas precisa ser feito da maneira correta. As pessoas que estão em nosso meio precisam saber que servimos ao Deus verdadeiro. Não devemos nos conformar aos costumes deles. Quantos crentes precisam “educar” os seus parentes não crentes que a comunhão com os irmãos é tão importante que não podemos dar atenção frequente a eles nos períodos nos quais frequentemente nos reunimos. Quantos parentes e amigos não crentes já descobriram os horários do povo de Deus e, assim, acabam se adaptando aos nossos horários quase inegociáveis. Isso passa a ser um
testemunho (v.1-16).

“Não sabemos quanto tempo se passou entre os capítulos 14 e 15, mas observe o contraste entre as frases ‘nenhum deles verá a terra’ (14:23) e ‘quando entrares na terra’ (15:2). Embora adiados por causa do pecado, os propósitos de Deus nunca são frustrados. O Senhor prometeu entregar Canaã aos descendentes de Abraão. Por isso, mesmo se uma geração fosse muito infiel para recebê-la, Deus favoreceria a próxima.”[1]

2.O crente é dedicado ao Senhor e dedica os seus bens e o seu trabalho a Ele. Quando o povo pecar, não cumprindo os desejos de Deus, então, é necessário a oferta pelo pecado. Quando o pecado é deliberado, ou seja, provocando o Senhor, então, o pecador era eliminado do convívio dos demais. A purificação de vida só é obtida pela submissão à Palavra Dele (v.17-31).

3.Um incidente marcou o povo quanto à obediência. O sábado devia ser guardado, pois era uma ordem dada pelo Senhor no Décalogo para o povo de Israel. Sabemos que não há para a igreja uma ordenança sobre qualquer dia da semana, assim como não temos uma dieta rigorosa para seguir. O povo no deserto não tinha certeza sobre o que fazer, por isso, prenderam o homem e aguardaram a resposta do Senhor. Não temos resposta para tudo, mas temos os princípios da Palavra de Deus juntamente com o conselho de irmãos fiéis. A decisão foi apedrejá-lo, não porque Deus pensou e julgou aquele homem em particular, mas porque Ele já havia determinado em sua Lei. Os sabatistas atuais, para serem fiéis ao princípio que dizem ainda vigorar hoje, deveriam apedrejar os “desobedientes”, mas ainda bem que não o fazem. Isso mostra, no mínimo que não podem defender seu ponto de vista sem algum tipo de conflito. As franjas também eram detalhes obrigatórios para as roupas (v.32-41).


[1] Comentário Bíblico Popular Antigo Testamento, pg. 122 – William MacDonald (Editora Mundo Cristão – SP – 2ª ed. junho de 2011 – impresso na China)

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