Números 17

Capítulo 17: A vara da verdade
1.Deus já deu as instruções sobre sacerdócio e liderança, mas o povo levantou-se desconfiado da justiça disso. Deus poderia fazer com todos o que fez com Corá e seu bando, mas a paciência de Deus parece não tem limite. Por isso, fez um teste de liderança genuína. Todas as tribos de Israel participariam colocando os respectivos nomes nos bordões. Entalhando o nome de cada tribo nos bordões, todo o povo teria condições iguais de “competição”. É claro que para Deus não se trata de nenhuma competição, pois Ele já escolhera desde o início do ofício da adoração da nação a família de Arão. A porta da tenda da congregação foi escolhida para sempre ser o lugar onde Deus se encontraria com o povo, dando-lhes respostas que buscavam. A escolha da tribo ou família escolhida para ser a líder na adoração seria revelada através do afloramento dos bordões. Aliás,
apenas um bordão floresceria. A tribo de Levi seria representada pelo nome Arão (v.1-5).

2.Moisés seria o moderador dessa eleição. Vale lembrar que o próprio Deus é quem faria a escolha e não Moisés e Arão. Dessa maneira, ninguém poderia acusá-los de usurpar a autoridade do povo. Eles estavam supostamente contra Moisés e Arão e não contra Deus. Eles aceitariam a resposta de Deus, mas não a imposição de Moisés e Arão. No entanto, aceitariam a intermediação de Moisés nessa eleição divina. Quando Moisés foi verificar o resultado, pois somente ele poderia entrar na tenda, ele constatou não apenas o afloramento do bordão da tribo de Levi (representado por Arão), mas notou que das flores brotavam botões e destes já surgiam amêndoas. Não ficava dúvida alguma. Moisés não trouxe para fora da tenda apenas o resultado da eleição, mas as varas para provar o florescimento da vara vencedora. Não tinha como fraudar. Não era urna eletrônica, mas era a eleição de “mata a cobra e mostra a vara!” (v.6-9).

3.Aquele evento foi tão importante que Deus mandou guardar a vara de Arão florida para a posteridade. Aquele objeto, divinamente preservado, sem secar as flores e frutos, seria uma constatação permanente para o povo não confrontar a autoridade de Deus. O povo, de fato, entendeu a mensagem e o medo tomou conta de todos, pois estavam confrontando o próprio Deus. Eles sabiam que mereciam a morte, mas mesmo assim dependiam das misericórdias do Senhor (v.10-12).

“A vara florida é um tipo de Cristo, que em Sua ressurreição recebeu de Deus o Sumo Sacerdócio. Todos os outros autores de religiões morreram. Cristo somente é exaltado como Sumo Sacerdote.”[1]

A intervenção de Deus para as decisões da vida
1.Deus poderia não considerar ninguém, mas considera a todos (v.1-2)
2.Deus poderia dar a resposta na hora, mas dá ao homem a oportunidade de participar (v.3)
3.Deus poderia não ter contato pessoal, mas quer se comunicar com o homem (v.4)
4.Deus poderia decidir sem explicações, mas permite ao homem ver os frutos do Seu plano (v.5-8)
5.Deus poderia mostrar apenas o resultado, mas mostra como chegou à decisão (v.9)
6.Deus poderia esquecer de nossa independência Dele, mas está sempre nos lembrando (v.10)
7.Deus poderia destruir o homem, mas aguarda com paciência o seu reconhecimento de incapacidade de controlar a própria vida e tomar as próprias decisões (v.11-13)



[1] Complete Summary of the Bible - Keith L. Brooks (1919 extraído de comentários de e-sword versão 10.3.0 - 2014)

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