Números 23

Capítulo 23: Balaão – parte 2
1.Balaão não perdeu a metodologia de trabalho dos profetas, levantar altares para adorar ao Senhor e ouvir sua ordem. É claro que tudo é muito incoerente, pois como pedir a Deus que ajude a amaldiçoar o Seu povo amado? Há vários assuntos que não precisamos nem mesmo orar, pois são contrários à vontade de Deus, registrada em Sua Palavra. Por exemplo, a Bíblia diz que não pode mentir e nem roubar. Portanto, não precisamos pedir para irmãos orarem para Deus abençoar um negócio que fecharemos nos próximos dias, se secretamente já sabemos que o negócio se estabelecerá sob um roubo ou mentira! Balaão está em um caminho de mentira e ilusão que até ele
mesmo acredita (v.1-4).

2.Deus não ficou sem responder a Balaão, pois o Senhor já determinou destruir Balaão e Moabe. Tudo o que acontecer daqui para frente é um juízo contra eles. A formalidade toda demonstrou que não ficaria nenhuma dúvida de que Deus estava no controle. Os altares foram feitos para invocá-Lo e a resposta não foi de outro deus, mas do Deus de Israel. Balaão não conseguia amaldiçoar o povo porque Deus não permitiu. Israel é uma nação exclusiva e não veria se misturar com as nações pagãs (v.5-10).

3.O rei de Moabe, Balaque, sentiu-se ludibriado, enganado. Ele está pagando Balaão para amaldiçoar o povo, porém, com todas as belas palavras que Deus colocou na boca dele, está abençoando e reconhecendo a mão de Deus sobre Israel. Será como um vendedor contratado de uma loja fazer propaganda para os clientes comprarem na loja concorrente! (v.11-12).

4.Balaque tentou outro lugar com outros altares. A preocupação de não ver o povo todo, talvez fossem uma estratégia de não se amedrontar com a quantidade milionária de pessoas. A quantidade de altares foi a mesma e os animais oferecidos também, por isso, Balaque pensava que a maldição aconteceria. Engano de Balaque. Balaão abençoou o povo com outras lindas palavra sobre a imutabilidade de Deus, bem com o Sua proteção e libertação sobre o Seu povo amado (v.13-24).

5.Novamente Balaque se sentiu traído pelo seu profeta contratado e tentou mais uma rodada de maldição, em outro lugar, mas repetindo o processo de edificação de altares e sacrifícios (v.25-30).

“Primeiro (Nm 23.25), Balaque, irritado, desejou parar Balaão, mas depois ele pensou que seria mais sábio tentar outra vez mudar a mente de Deus; como um pagão, ele ainda pensava que poderia mudar a mente de Deus por força da oportunidade e renovação de sacrifícios.”[1]

O caminho de Balaão – parte 2
1.O falso profeta busca a Deus de modo ritualístico e falso (v.1-4)
2.O falso profeta é usado por Deus para juízo contra si próprio e seus seguidores (v.5-12)
3.O falso profeta vive em mudança, mas sempre com o mesmo propósito (v.13-30)



[1] The Pulpit Commentary - Edited by the Very Rev. H. D. M. Spence, D.D., and by the Rev. Joseph S. Exell, M.A. (extraído de e-sword version 10.3.0 - 2014)

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