Números 33-36

Capítulo 33: Acampamentos do povo de Israel
1.Deus poderia, se quisesse, tirar Israel do Egito e fazê-lo caminhar por um caminho rápido e em poucos dias entrarem em Canaã. Porém, Deus sabia que quando vissem os filisteus e outros inimigos, desanimariam. Havia inimigos em Canaã, mas Deus diminuiria aos poucos esses povos até mesmo através de vespas. Se a terra ficasse vazia, as feras tomariam conta do lugar, por isso, aquelas nações morando ali deixariam a terra preparada para a entrada do povo de Israel (veja Êxodo 13.17-18, 23.27-30).

2.O povo partiu do Egito e foi parando em estações que Deus mandava. O tabernáculo passou por
muitos acampamentos. A primeira mudança, depois de levantado o tabernáculo aconteceu depois de um ano e um mês (veja Êx 40.17 e compare com Nm 10.11-12). Lendo Números 33, contamos 41 acampamentos do povo de Israel, sempre sob a proteção do Deus único e verdadeiro. O povo acampou em 12 lugares até chegar ao Sinai onde Deus mandou construir o tabernáculo (Nm 33.15). Portanto, o tabernáculo teve que ser montado e desmontado 29 vezes (v.1-56).

Capítulo 34: Os limites estabelecidos por Deus
O mesmo Deus que levou Abraão para aquela terra, o qual tirou a família de Jacó dali para o Egito, está para colocar o povo, muito maior, na mesma terra. A fidelidade de Deus é indiscutível. Os limites estabelecidos por Ele são prova de Seu amor por Israel. O objetivo Dele foi que todo o povo morasse além do Jordão, porém, duas tribos e meia resolveram morar na transjordânia. Podemos dizer que temos recebido tudo do Senhor. Há liberdade para todos os crentes no descanso de Deus. O que Ele prometeu em Cristo Jesus, Ele nos deu e continuamos a experimentar das bênçãos da comunhão com Ele (v.1-29).

Capítulo 35: As cidades de refúgio
Cristo abriga o pecador em segurança, assim com as seis cidades de refúgio. As cidades eram dispostas dos dois lados do rio ao norte, ao sul e no centro, possibilitando a fuga e segurança de qualquer pessoa que estivesse em algum ponto de Canaã. Essas cidades serviriam como proteção àqueles que acidentalmente matavam. Pode ser em um trabalho, um ferro do machado que escapou do cabo, por exemplo. O homicida poderia correr para a cidade de refúgio mais próxima e ali receberia proteção. A salvação em Cristo deveria estar à disposição em todos os cantos da terra. A Igreja deve abrigar os pecadores, conduzindo-os a Cristo (v.1-34).

Capítulo 36: O fim das jornadas no deserto. A solução do problema das filhas de Zelofeade.
Vimos o problema levantado no capítulo 27 e aqui, no último capítulo a solução do problema definitivamente, quando as filhas de Zelofeade se casaram com seus parentes. O texto diz: “Macla, Tirza, Hogla, Milca e Noa, filhas de Zelofeade, se casaram com os filhos de seus tios paternos. Casaram-se nas famílias dos filhos de Manassés, filho de José, e a herança delas permaneceu na tribo da família de seu pai.” (Nm 36.11-12) (v.1-13).

“Assim termina o livro do deserto, um livro maravilhoso, como qualquer outra porção da Palavra do santo Deus. Que nos lembremos no estudo deste livro... que ‘...tudo isto lhes acontecia como exemplo, e foi escrito para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos’ (1 Co 10.11). Que passemos o tempo de nossa jornada aqui com temor, reconhecendo nossa separação para Deus, o serviço sacerdotal e levita o qual pertence a nós até alcançarmos nossa herança eterna.”[1]


Pércio Coutinho Pereira, 2016


[1] Annotated Bible – Arno Clement Gaebelein 1919 (extraído de e-sword version 10.3.0 - 2014)

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