Deuteronômio 27

Capítulo 27: As maldições sobre Israel
1.O capítulo 28 de Deuteronômio é um dos capítulos mais simples de se entender na Bíblia, na minha opinião. São duas palavras simples: bênção e maldição. É dirigida a um povo, o povo de Israel. Se obedecessem ao Senhor seriam abençoados, se desobedecessem aos mandamentos de Deus seriam castigados. No capítulo 27 existem apenas maldições. Alguns se aproveitaram desses capítulos para assustar os menos entendidos para proveito próprio, arrancando-lhes dinheiro e dominando suas mentes, como se Deus estivesse dizendo que alguém deve se manter fiel a um grupo explorador da fé. Certamente este capítulo pode ser aplicado aos crentes, mas se temos de ser fiéis a alguém deve ser a Deus. Somos guardados em Cristo, já não há maldição sobre o povo de Deus, porém, é certo que se não obedecermos ao Senhor, seremos disciplinados. Sabemos que a chuva cai para os maus e os bons, por isso, não temos de medir as pessoas pelas posses e prosperidade. Senão, cairemos no erro grotesco de dizer que um perverso rico é abençoado por Deus por sua fidelidade. Isto seria uma blasfêmia contra Deus. Da mesma forma, um crente fiel, mas pobre, diríamos que é um amaldiçoado porque não crê nas promessas de Deus. Deve existir uma maneira melhor de olhar para estes dois capítulos. Em primeiro lugar, a nação de Israel deve estar
em foco. Se sobrar algumas aplicações para nós, ótimo, vamos aproveitá-las! Estes capítulos não deixam de ser uma profecia precisa do que iria acontecer com Israel, antes mesmo de entrar na terra prometida.

“Há três profecias de seu desterro, todas foram cumpridas. Há três profecias de sua restauração, duas foram cumpridas. O terceiro retorno de Israel a terra ainda é futuro... há doze maldições pronunciadas, mas há somente seis bênçãos.”[1]

2.É claro que a nação tem mais bênçãos, como o próprio McGee diz, elas estão no Sermão do Monte. As 12 maldições no capítulo 27 são concebidas pelo povo com “amém”. Há 12 améns. As bênçãos e maldições são condicionais, ou seja, conforme a obediência ou desobediência do povo haveria bênçãos ou maldições. As bênçãos seriam pronunciadas no monte Gerizim por seis tribos: Simeão, Levi, Judá, Issacar, José e Benjamim. As maldições seriam pronunciadas no monte Ebal por outras seis tribos: Rúben, Gade, Aser, Zebulom, Dã e Naftali (Dt 27.12-13). Aqui vamos estudar as maldições. As bênçãos estão em outro estudo do capítulo 28 de Deuteronômio intitulado “As bênçãos e as maldições sobre Israel” (v.1-14).

3.Deus ama, mas também odeia. Ele tem ódio da idolatria de qualquer tipo. Aqui, especificamente, a idolatria propriamente dita, de ídolos feitos por artífices. Colocar num lugar escondido ou oculto significa colocar num altar separado para receber aquele ídolo. Qualquer pessoa que não aceita a idolatria será abençoada. Algumas pessoas não aceitaram Jesus como Salvador ainda, mas não aceitam a idolatria. Elas não são salvas, mas têm a vantagem de não estarem cegas como tão grande obstáculo. Todos precisam ser salvos, mas sem dúvida a idolatria dificulta muito a pregação da Palavra de Deus (v.15).

4.Os pais devem ser honrados pelos filhos. O contrário disso é uma quebra de confiança. Os pais deram tudo para os filhos e não honrá-los é desprezar o que é mais confiável nesta vida. Outra quebra da confiança é desrespeitar os limites do próximo. O roubo de propriedades é tão antigo quanto as terras e heranças. Mover o limite de uma cerca ou adulterar uma escritura é uma quebra de confiança daquele que mora perto de nós. Um cego precisa de alguém de confiança. Ensinar o caminho errado para um cego é grande falta de respeito e quebra de confiança. Alguém que faz isto está chamando para si a maldição. Algumas pessoas de baixa renda precisam confiar em outros que lhe deem algumas “migalhas” para sobreviverem. Eles tinham alguns direitos na Lei de Moisés os quais eram sua esperança de uma vida menos difícil. Por exemplo, podiam andar por uma plantação e pegar o que caia no chão. Na igreja, as viúvas desamparadas são sustentadas, conforme a ordem do apóstolo Paulo. Se alguém se aproveitar desses menos favorecidos, a confiança é quebrada e a maldição sobre o infrator é certa. Os fariseus pervertiam os dinheiros das viúvas, roubando-lhes dinheiro e justificando com extensas orações (v.16-19).

5.Os pecados sexuais são muito secretos, por isso, nem sempre são descobertos. Cada um deve andar em pureza diante de Deus. Nesses versículos são condenados os pecados de incesto e de bestialidade. Satanás derruba muitos servos de Deus através dos escândalos sexuais. Vivemos numa sociedade doente. Não há limite sexual por causa do bombardeio de todas as formas possíveis. A oferta é muito grande. Quanto mais longe de Deus estivermos mais propensos estaremos para a queda. A bênção é a castidade, sendo que cada um pode ter seu cônjuge em amor ou viver debaixo da graça de Deus que controla os impulsos sexuais (v.20-23).

6.Se a quebra de confiança conduz à maldição, a falsidade nos relacionamentos levará o hipócrita a quebrar a confiança. O assassinato é uma forma de agressão muito dramática. A maioria das pessoas não mataria ninguém, mas através de uma falsa acusação é possível cometer uma espécie de assassinato. Os relacionamentos quebrados são muito difíceis de serem reparados. O irmão ofendido é como uma cidade fortificada. Devemos preservar os nossos relacionamentos. Até mesmo quando nos separamos por alguma razão, devemos deixar as portas abertas. A falsidade não justifica nenhum argumento. Jamais devemos enganar o próximo, pois senão ficaremos sujeitos à falta de bênçãos e até às maldições. Finalmente, a maldição número doze resume todas as demais. Aquele que não concorda com estas palavras receberá o juízo de Deus, pois são Palavras Dele e todos devem obedecer (v.24-26).

As maldições sobre os pecados
1.As maldições sobre os pecados de idolatria e falsa religião (v.15)
2.As maldições sobre os pecados da quebra de confiança (v.16-19)
3.As maldições sobre os pecados sexuais (v.20-23)
4.As maldições sobre os pecados de falsidade nos relacionamentos (v.24-26)



[1] Thru the Bible, Deuteronomy – J. Vernon McGee

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