Josué 22

Capítulo 22: As duas tribos e meia
1.Havia um trato de Moisés com as duas tribos e meia e este foi cumprido pelas duas partes. Josué, como sucessor de Moisés, reconheceu o acordo e honrou o combinado. Há um ditado que diz: “O combinado não é caro”. A obediência das duas tribos e meia fez com que Josué os abençoasse, advertindo-os a continuarem em obediência do outro lado do rio Jordão. Estão retornando para suas esposas e filhos com muitas riquezas. Isso é um grande ensino para todos nós quanto àquilo que combinamos com as pessoas. Devemos desprezar aqueles pedidos de moribundos (pessoas no leito de morte) quando esses não glorificam a Deus, mas apenas nos escravizam, tais como: “nunca mude desta cidade”, “não case com tal pessoa”, “jamais se case, mas cuide de sua mãe”, “jamais venda esta casa”, etc. Cada pessoa deve buscar a orientação de Deus e não viver perseguido com
gostos e caprichos de pessoas queridas que já não estão mais aqui. No entanto, há compromissos feitos que se encaixam com a vontade de Deus e devem ser cumpridos. O caráter de uma pessoa depende de fidelidade (v.1-9).

“Se os quarenta mil [homens das duas tribos e meia] ficassem calmamente alimentando seu rebanho nos planaltos enquanto os seus irmãos estivessem lutando entre as colinas pedregosas de Canaã, um grande abismo teria sido aberto entre eles.”[1]

Pensar em outros antes de si mesmo (Js 22)
1.Pensar nos outros é mandamento de Deus (v.1-3, Mc 12.28-31, Fp 2.3-4)
2.Pensar em si mesmo, só depois de pensar nos outros (v.4, Fp 2.30, Lc 17.7-10)
3.Pensar nos outros não isenta de responsabilidades consigo próprio (v.5, 1 Tm 4.16)
4.Pensar em outros antes de si mesmo resulta em bênçãos (v.6-9, Rm 16.1-2)
2.Houve um ato de ingenuidade e um ato de impaciência. Por parte das duas tribos e meia, devido ao isolamento com os demais irmãos do outro lado do rio Jordão, construíram um altar de adoração por conta própria. Por parte das 9 tribos e meia, houve impaciência e julgamento precipitado, pois seus irmãos adoravam o mesmo Deus, mesmo que se precipitaram em edificar um altar fora da cidade apropriada, Jerusalém, onde estava o tabernáculo ou parte dele. As duas tribos e meia se explicam. Eles não estavam adorando ídolos. A preocupação deles era com os filhos. Eles não queriam que a próxima geração ficasse sem testemunho das grandezas de Deus. Os filhos poderiam pensar, no futuro, que estavam do outro lado do rio Jordão porque Deus os abandonou. Interessante notar que o altar construído não era para sacrifícios, mas apenas como testemunho. No entanto, Deus não mandou fazer isso. Quando fazemos coisas com a intenção de adorar a Deus, mas sem uma ordem ou sugestão na Sua Palavra, corremos o risco de inventar um tipo de adoração não bíblica. Por isso, é melhor ficar dentro do que está escrito. O sacerdote Fineias e os líderes da nação se deram por satisfeitos com a explicação e houve uma pacificação nos ânimos. É um bom exemplo para nós, sermos pacificadores e não contenciosos. Um exemplo semelhante é encontrado em Atos 15, no chamado Concílio de Jerusalém (v.10-34).

Questão entre os irmãos (Js 22.10-34)
1.Uma ação provocadora (v.10-12)
2.Uma acusação de infidelidade (v.13-20)
3.Uma defesa pelos filhos (v.21-29)
4.Uma absolvição satisfatória (v.30-34)

Para pensar e agir:
1.Você desconfia que alguma ação ou palavra sua desencadeou alguma ira ou suspeita em alguém?
2.Você está acusando alguém sem provas? Está interpretando precipitamente?
3.Você está levando em consideração os filhos? (para os que têm filhos)
4.Você está pronto a ouvir as explicações daquilo que achava suspeito e considerar com temor a Deus?



[1] Expositions of Holy Scripture - Josué 22.1 - Alexander MacLaren - Published in 1904-1910; public domain (extraído de e-sword version 10.3.0 - 2014)

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