Juízes 1

Capítulo 1: Terras não conquistadas totalmente
1.Os líderes de Israel agora precisavam, unidos, buscar ao Senhor, pois seu grande líder, Josué, tinha sido levado pelo Senhor. Os crentes não podem agir de qualquer maneira, sem consultar o Senhor. É Ele quem nos mostrará o que fazer e o que evitar. Quando não consultamos ao Senhor criamos regras próprias que nos fazem escravos delas e de nós mesmos. Após a morte de Josué a obra de conquistar todos os territórios não tinha acabado. Deus não deixou de falar com o povo, usando, agora, os líderes. Havia entre as tribos uma cooperação. Um ajudava o outro a conquistar os territórios, como o exemplo citado, Judá e Simeão. É impressionante como a ajuda mútua faz uma sociedade ser construída, mas como o egoísmo destrói os relacionamentos e o desenvolvimento. Até os inimigos reconheciam a mão de Deus, como Adoni-Bezeque. Em Romanos 1.32 mostra que o ser humano sabe que é um pecador e que merece o juízo. No entanto, o pecador permanece em
seus pecados e ainda convida outros a participarem dos pecados. É algo como “pecar sozinho não é bom”. A presença de um salvo perto de incrédulos se torna um incômodo, pois não conseguem pecar sem que alguém os acuse, mesmo sem palavras (v.1-10).

“O rei não conseguia mais correr com facilidade nem empunhar suas armas com destreza. Desse modo, o ‘senhor de Bezeque’ recebeu a retribuição por aquilo que havia feito com outros setenta reis, apesar de ser possível que estivesse exagerando quando relatou sua façanha.”[1]

2.Otniel tornou-se o genro de Calebe conquistando a cidade de Debir. Naqueles dias, o homem para a filha deveria ser um guerreiro, pois era a maior necessidade da época, um conquistador. As pessoas de coragem não são exatamente destemidas, mas colocam as necessidades como prioridade e não o medo como um paralisador. O verdadeiro amor lança fora o medo. Na prática isto significa que fazemos coisas que normalmente não faríamos por causa do medo. Quando, por exemplo, uma mãe que tem medo de água viaja numa canoa para visitar sua neta no Amazonas, ela faz isto por amor. Desta forma, o verdadeiro amor lança fora todo o medo[2]. Calebe era um homem que tinha estima pela filha e deu o presente que ela desejava. Naqueles dias, fontes de água eram os bens mais preciosos. O que um pai não daria por sua filha querida, não é mesmo? (v.11-15).

3.As conquistas não foram extraordinárias ou fora do comum, mas eram conquistas de combate. Inclusive, contavam a ajuda de espias e informantes. A destruição era total, porém, os que ajudavam as tribos de Israel eram poupados. Precisamos aprender a dar valor às ações das pessoas. Alguns se tornam nossos benfeitores em várias situações e nem sempre retribuímos. Quantos familiares já foram hospedados por meses em uma casa em outra cidade para conseguir um emprego ou concluir estudos e não receberam nada em gratidão. Se tem algo que é bem-vindo em qualquer forma de gratidão é dinheiro. Às vezes, não damos algum dinheiro em retribuição a favores porque não temos muito dinheiro, mas não damos pouco porque achamos que é constrangedor. A gratidão é demonstrada por símbolos e mesmo um envelope com pouco dinheiro é um símbolo de que somos gratos. Quando não destruíam a todos, mas ainda eram mais fortes, tornavam os povos em escravos. A escravidão que conhecemos ou já ouvimos falar foi a escravatura dos navios negreiros, porém, houve no mundo da época escravidão que era uma forma social de não ter pessoas com dívidas e despreocupadas em pagar (caloteiros). A escravidão também foi uma forma de aliança para não destruir um povo. Salomão usou escravos para a construção do Templo (v.16-36).

Em dias de lutas e conquistas (Js 1)
1.É necessário consultar ao Senhor (v.1-2)
2.É necessário ajuda mútua (v.3)
3.É necessário consciência de juízo (v.6-7)
4.É necessário recompensar a coragem (v.12)
5.É necessário agradar aos filhos (v.15)
6.É necessário recompensar aos que ajudam (v.23-26)
7.É perigoso o convívio com os inimigos (v.27-29,31-32)
8.É necessário subjugar os inimigos (v.30,33-35)



[1] Comentário Bíblico Expositivo do VT Vol. 2 Históricos – pg. 91 – Warren W. Wiersbe (Editora Geográfica – 1ª edição 2006)
[2] Essa experiência foi real em junho de 2016 com a esposa do escritor desta apostila.

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