Juízes 6

Capítulo 6: Gideão, o Jerubaal
1.O ciclo continua e, dessa vez, por 7 anos Israel está sendo oprimida pelos midianitas. O povo de Israel estava se escondendo como podia nas cavernas e em covas (trincheiras). O povo plantava e cuidava da plantação, mas na hora de colher os midianitas que vinham se aproveitar do fruto do trabalho deles. Assim tem sido na vida de muitas pessoas que lutam duro com a vida, mas não veem o resultado, seja financeiro ou investimento moral, emocional ou espiritual. A força numérica de Midiã era indiscutível e os recursos de montaria enorme. Sendo assim, além das plantações saqueavam os animais de Israel. O objetivo de Deus foi alcançado na vida dos israelitas, pois eles clamaram ao Senhor. Deus ouviu ao clamor do povo, mas não sem uma admoestação recordando a
história de livramento desde o Egito e a denúncia sobre como estavam se misturando com os povos (v.1-10).

2.O anjo do Senhor, no Antigo Testamento, é uma aparição do próprio Jesus pré-encarnado, ou seja, era o modo como Ele aparecia para Israel antes de assumir um corpo humano. Sabemos disso porque em cerca de 50 referências Ele está prometendo, cumprindo e recebendo adoração. Sabemos que somente Deus deve ser adorado e se o Anjo do Senhor recebe adoração e é de Deus, então, só pode ser Deus. O Anjo do Senhor estava fortalecendo Gideão que seria o libertador. É curioso observar que Gideão estava malhando o trigo no lagar, ou seja, no lugar onde as uvas eram esmagadas. Isso pode indicar que o povo tentava despistar de todas as maneiras os ladrões midianitas. No entanto, Gideão passou da linha do cuidado para não ser enganado para a desconfiança e incredulidade. O crente é bem crédulo para algumas promessas mundanas, mas tem dificuldade em crer que Deus quer usá-lo. Gideão se achava incapaz e isso não está errado, mas se Deus está mandando é Ele mesmo quem dará poder (v.11-16).

3.Gideão pede sinais e o Anjo do Senhor pacientemente concede os sinais. O alimento de Gideão para o Anjo do Senhor serviu de oferta de manjares a qual foi aceita por Ele. O medo de Gideão ser morto, pois viu a manifestação de Deus no Anjo do Senhor, seria suficiente para não ter dúvidas de seu chamado. A primeira missão de Gideão seria derrubar o altar de Baal, o que não era tão fácil, pois o pai dele era o guardião da adoração a Baal na cidade. Joás, o pai de Gideão, ficou bem impressionado com a fé e ousadia do filho que lhe deu um crédito questionando a adoração a Baal. Grande parte do nosso ministério é fazer com que os incrédulos questionem sua fé. Gideão ganhou o nome de Jerubaal, aquele que contende com Baal (v.17-35).

4.Gideão ainda precisava de garantias de que Deus estaria com Ele, por isso, pede um sinal. Foi o famoso sinal do velo de lã e a grama, intercalando entre seco e molhado. É uma cena até engraçada, porém, revela a insegurança desse servo de Deus. Não somos diferentes de Gideão ao querermos garantias da presença de Deus e de Sua direção sobre nossas vidas. Os homens acabam tendo mais crédito em nossa vida do que a Palavra de Deus. A misericórdia e paciência de Deus são notáveis aqui como também tem sido bem reveladora nos nossos dias (v.36-40).

“Quanto a Baal e ao bosque (Asera) cf. 2.13n; 3.7n. Parece que Jeová era considerado como um dos baalins, ou deuses pagãos. O nome de Joás significa "Jeová deu", mas o certo é que ele levanta um altar a Baal e uma imagem de Asera e dá ao filho o nome de Jerubaal ("que Baal acrescente"), a que mais tarde foi dado um novo significado, "que Baal se esforce" em presença dos atos iconoclastas.”[1]

Submissão (Jz 6)
1.A submissão forçada diante dos inimigos (v.1-10)
2.A submissão exigida por Deus e retrucada pelo homem (v.11-15)
3.A submissão e a vitória (v.16-35)
4.A submissão que depende de sinais (v.36-40)



[1] Novo Comentário da Bíblia – Juízes, pg.29 (Editado pelo Prof. F. Davidson, MA,DD. Editado em Português pelo Rev. D. Russell P.Shedd, MA, BD, PhD – Edições Vida Nova – São Paulo – SP – 2000)

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