Juízes 7

Capítulo 7: Os 300 de Gideão
1.Gideão, chamado agora de Jerubaal, continua a ser usado por Deus. No entanto, o Senhor não quer deixar as pessoas pensarem que a vitória é delas. O ser humano pensa que não precisa de Deus e todo o sucesso acumulado no mundo dá a falsa impressão que o homem é autossuficiente. Deus manda Gideão dar a oportunidade para os que querem voltar e o resultado foi surpreendente, 22 mil retornaram e 10 mil ficaram para a luta. É possível que muitas pessoas façam coisas por obrigação e não de coração. Se fosse dada a mesma oportunidade em certas atividades nossas, quais nós abandonaríamos? O teste seletivo era simples, os que bebessem água no rio trazendo-a à
boca “em concha” estava aprovado. Talvez fosse uma forma simbólica de avaliar quem estaria atento ao inimigo ou distraído. O resultado também foi surpreendente, de 10 mil, apenas 300 foram aprovados (v.1-8).

2.Gideão foi incentivado por Deus para ganhar ânimo ouvindo o que povo estava falando sobre a batalha contra os midianitas. Shakespeare em sua peça Henrique V descreve que o rei se disfarçou para ouvir o que o povo dizia[1]. Se pudéssemos ouvir o que as pessoas dizem a nosso respeito quando não estão diante de nós ficaríamos surpresos? No caso de Gideão, deu certo, o povo estava confiante e ele mesmo entendeu que o Senhor queria usá-lo. Ele não precisava disso, uma vez que o Senhor já mostrara para Gideão, até agora, que estaria sempre com ele (v.9-15).

3.Os instrumentos de guerra eram simples, tochas, cântaros e trombetas. Muito parecido com a derribada de Jericó. Quebraram os cântaros, tocaram as trombetas e gritaram. Nem precisaram combater corpo a corpo, pois o Senhor mesmo feriu o exército inimigo, fazendo os soldados ferirem uns aos outros (v.16-25).

 “Os juízes de Israel (valiosos como eram enquanto libertavam Israel) provaram ser insuficientes para vencer os opressores estrangeiros. O problema não era a incapacidade do Senhor de salvar o Seu povo, mas a tendência contínua de se afastar Dele. Embora Deus levantasse os libertadores necessários para o momento, Ele soberanamente controlava a ‘qualidade’ dos juízes que Ele mesmo providenciava.”[2]

Deus sempre tem razão (Jz 7)
1.Ao escolher poucos para a obra (v.1-7)
2.Ao dar ânimo adicional (v.8-15)
3.Ao usar uma só pessoa para motivar muitas outras (v.16-25)



[1] Shakespeare e a Economia, pg. 32 – Gustavo H.B. Franco e Henry W. Farnam (Zahar Ed., 2009 – Rio de Janeiro)
[2] The Gideon Narrative as the Focal Point of Judges - J. Paul Tanner - Bibliotheca Sacra / April–June 1992 (Copyright 1997 by Dallas Theological Seminary and Galaxie Software)

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