Juízes 21

Capítulo 21: A solução para que a tribo de Benjamim continuasse
Para complicar a situação, veja o capítulo anterior, as 11 tribos não queriam deixar fazer aliança de casamento com os benjamitas. Seria uma questão de tempo, a tribo de Benjamim sumiria. Talvez um dos piores momentos para qualquer pessoa é ser rejeitada. Depois de passada a vingança, todos se sensibilizaram com a possibilidade de ter uma tribo a menos em Israel. Os habitantes de Jabes-Gileade não compareceram na Assembleia e, por isso, seriam mortos, mas ali havia 400 solteiras. Se a ordem de Deus já fora cumprida e Ele mesmo jamais intentou exterminar uma tribo, será que as terríveis consequências não bastavam? Teria necessidade de exterminar os ausentes da assembleia? Não estavam causando um mal muito maior por causa de um voto precipitado? Quanto
às mulheres, em vez de matá-las resolveram que elas seriam a solução para os benjamitas não serem extintos. Ainda faltariam 200 mulheres e montaram uma “estratégia de rapto” (veja v.20ss). O princípio é bem interessante. Eles não dariam as moças “de mão beijada”. Cada um deveria conseguir por si próprio. O homem consegue resolver quase todos os problemas com seus estratagemas. Essa é uma das razões porque não se achegam a Deus para a salvação, pois acham que não precisam de Deus. O livro dos Juízes termina com um lembrete que serviria muito bem para nossos dias. Cada um fazia conforme achava melhor, pois não havia um líder sábio (v.1-25).

“Como tinham jurado destruir aqueles que não participassem da Guerra (Jz 21.5), eles determinaram destruir os homens de Jabes, poupar apenas as solteiras dando-as aos 600 benjamitas que escaparam para a rocha de Rimon. Toda a narrativa é pavorosa. O crime dos homens de Gibeá foi hediondo... o modo de remediar o mal foi igualmente abominável.”[1]

“Os homens são mais zelosos para apoiar sua própria autoridade do que a de Deus. Eles agiriam melhor se tivessem se arrependido de seus votos precipitados, trazido ofertas pelo pecado e buscado o perdão da maneira apropriada, em vez de tentar evitar a culpa [pelo descumprimento dos votos].”[2]

Tentativas do homem para resolver seus problemas (Jz 21)
1.Ficar preso em votos precipitados (determinações obstinadas) (v.1-10)
2.Montar estratégias legalistas (mudança de termos e conceitos) (v.11-25)

Tentativas atuais para justificar nossas ações
1.Eu menti para não ficar pior
2.Eu matei por amor
3.Eu não adorei imagens, apenas reverenciei
4.Eu não usei o nome de Deus em vão, apenas usei um termo regional
5.Eu tenho o direito de ser feliz, por isso, dormi com aquela pessoa
6.Eu não roubei, só peguei o que era meu por direito
7.Eu não cometi perjúrio, aquela pessoa não era boa coisa mesmo
8.Eu não cobicei, apenas apreciei a propriedade do outro



[1] Treasury of Scriptural Knowledge by Canne, Browne, Blayney, Scott, and others about 1880, with introduction by R. A. Torrey – Juízes 21.10 (extraído de e-sword version 10.3.0 – 2014)
[2] Matthew Henry's Concise Commentary on the Whole Bible, Juízes 21 (Published in 1706 extraído de e-sword version 10.3.0 - 2014)

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