1 Samuel 1

Capítulo 1: Poligamia, rivalidade e dedicação
1.Essa é uma história muito instrutiva sobre o padrão da poligamia acompanhado de muita dor de cabeça. Os homens atuais, promíscuos, também têm mais de uma esposa. Uma esposa oficial e outras que arrancam dele dinheiro, tempo, energia e, talvez, pensão. Elcana era um homem que cumpriu seus deveres religiosos, mas talvez como muitos, hoje, apenas para tranquilizar a consciência. Vemos que não era um homem de fé, mas de ritual. Sempre haverá uma preferência na poligamia e Elcana preferia Ana, como se vê pela porção de alimento que dava para ela. A rivalidade das mulheres haveria de qualquer forma, mas a esterilidade de Ana a deixava em desvantagem diante de Penina. Ana ficava tão triste que não comia naqueles dias, mesmo recebendo generosa porção de alimento (Sl 42.3). Elcana
tentava consolar Ana atribuindo a ela uma honra para compensar a tristeza por não ter dado a ele filhos (v.1-8).

2.A pressão de Ana era tão grande que as lágrimas escorriam-lhe a face. Ela não era queria fazer um showzinho, por isso, ela buscou ao Senhor, mas foi mal interpretada por duas pessoas que deveriam compreender o seu sofrimento. Às vezes, as pessoas mais próximas podem se tornar insensíveis. Eli deveria ser sensível, pois era o líder espiritual de Ana e Elcana por ser o seu marido que dizia que a amava mais do que 10 filhos. Ana estava tão entregue ao Senhor que o filho que porventura viesse como presente de Deus, seria devolvido para o próprio Deus. Ana orava insistentemente. O Senhor Jesus ensinou a orar pedindo, buscando e batendo e também ensinou sobre a necessidade de orar sempre sem desanimar, insistindo. Muito triste uma mulher ser maltratada por um líder espiritual sobre quem coloca sua confiança. Eli teve que reconhecer que aquela mulher era mais espiritual do que ele e, por isso, rogou a bênção de Deus sobre ela. Como a oração faz bem para a alma e para o físico. Ana já não estava tão triste e até voltou a comer (v.9-18).

3.Deus respondeu a oração de Ana e ela teve um filho. Ela dedicou Samuel ao Senhor, conforme havia dito em oração alguns meses atrás. Ana decidiu que não iria naquele ano à Casa do Senhor. Ela iria no próximo ano para deixar Samuel para sempre com o Senhor. Essa é a verdadeira entrega de filhos. Eles não são nossos. Quantas mães são homenageadas no Dia das Mães como santas e sagradas, mas que, no entanto, agarram seus filhos com todas as forças para que jamais desejem ser um missionário. Criam filhos para o mundo, mas não para Deus. O que se passa na mente de uma mulher que desejou tanto um filho e quando o recebe não fica com ele? Somente a mãe que sabe o que significa a bênção do Senhor, como Ana, poderia responder essa pergunta. Levaram o menino e a oferta prescrita pela Lei (Nm 15.9). Na entrega do menino a Eli vemos uma mulher que vivia para o Senhor e não para os homens. Mesmo que ela tenha sido mal interpretada pelo sacerdote Eli, ela reconhecia que, no momento, ele ainda era a autoridade de Deus sobre a vida dela e, por isso, entrega o filho a ele. Mais tarde, o filho dela, Samuel, seria o instrumento de Deus para a disciplina de Eli. Fazemos nossa parte e Deus faz a justiça sobre todos os assuntos (v.19-28).

“Alguns referem a não apenas desmamar do peito, mas à comida comum às crianças e, por isso, supõem que se refere ao crescimento até nove ou dez anos de idade.”[1]

Um mapa infalível para encontrar a paz de Deus em meio às decepções da vida (1 Sm 1)
1.Manter a rotina aguardando de Deus uma mudança (v.1-3)
2.Não ignorar os sentimentos de tristeza só porque está na casa do Senhor (v.4-7)
3.Suportar o cinismo das pessoas (v.8)
4.Buscar ao Senhor em oração insistente (v.9-12)
5.Sofrer o risco de ser mal interpretado e até caluniado (v.13-16)
6.Planejar-se para dar o melhor ao Senhor (v.17-23)
7.Executar com determinação aquilo que o Senhor aprovou de seus planejamentos (v.24-28)



[1] John Gill's Exposition of the Entire Bible, Gn 19.32 (John Gill 1690-1771 - extraído de e-sword version 10.3.0 – 2014)

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