1 Samuel 8

Capítulo 8: A nação pede um rei
1.Todos envelhecem e isso também aconteceu com Samuel, o qual estamos mais acostumados como a criança que foi dedicada ao Senhor por sua mãe piedosa, Ana. Na Lei de Moisés, um levita podia se aposentar com 50 anos e depois disso era permitido que servisse como instrutor (consultor) dos mais jovens (Nm 8.24-26). Samuel dedicou os seus filhos para fazerem o que ele fazia como juiz. Os filhos Joel e Abias foram vergonha para Samuel, pois só pensavam em dinheiro. O mesmo que Eli passou, Samuel está passando, por isso, devemos orar uns pelos outros. Líderes que têm filhos rebeldes sempre abrem espaço para críticas. O povo de Israel, além de reprovar Samuel, por causa da velhice e dos filhos, pede um rei para governá-los. Evidentemente, Samuel
não gostou do pedido do povo, mas em vez de brigar e lutar por sua posição, decidiu orar a Deus (v.1-6).

2.Deus tranquilizou o coração de Samuel, mostrando que a rejeição não é a Samuel, mas ao próprio Deus. O Senhor já tinha uma história de rejeição por parte de Israel e agora Samuel estava experimentando isso também. Quando um servo passa pelos mesmos sofrimentos do Senhor, ele é bem-aventurado. O povo quer um rei, então, terá um rei, porém, foram bem advertidos sobre as demandas e impostos que sofreriam. O povo serviria o rei em tudo, no exército, na agricultura, na fábrica de armas, na perfumaria, culinária, confeitaria, na pecuária, enfim, serão escravos do rei. Apesar de toda essa explicação, o povo não conseguia ver os caroços da fruta, apenas a polpa. Quando um desejo é intenso, a tendência é a cegueira. A motivação não era santa. Não era por causa dos filhos de Samuel propriamente, pois isso poderia ser resolvido de outra maneira. Nem era por causa da velhice de Samuel, mas a motivação era a inveja que tinham de outras nações (v.7-22).

“Note o divino propósito usando o pecado do homem como seu instrumento para seus desígnios. Deus prometeu a Israel um rei (Dt 17.14) e os anciãos podem ter pensado que estavam pedindo por algo que estava dentro do plano de Deus. De fato, pediram, porém, sua motivação estava errada, bem como sua oração... Neste caso, como sempre acontece, Deus usa os pecados dos homens como ocasião para o cumprimento de Seu propósito eterno...”[1]

O dedo de Deus apesar do pecado do homem (1 Sm 8)
1.A incapacidade para continuar liderando (v.1-6)
2.A opressão por escolha errada (v.7-18, veja Dt 17.14-20)
3.A obstinação por causa da cobiça e inveja (v.19-22)



[1] Expositions of Holy Scripture (1 Samuel), pg. 159 – Alexander Maclaren (1826-1910) (Grand Rapids, MI: Christian Classics Ethereal Library)

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