1 Samuel 9

Capítulo 9: O promissor Saul
1.Este episódio da nação de Israel é muito marcante, pois surge o primeiro rei humano. Até o momento, o povo era conduzido por Deus através do sistema Teocrático de governo, mas se instaurado agora o sistema Monárquico. A aparência de Saul era bonita. Vemos um padrão de beleza que a Bíblia não ignora. Saul era obediente ao pai, trabalhador e inteligente. Ele tem a tarefa de recuperar as jumentas perdidas do pai dele. Saul não era preguiçoso, mas insistente. Além disso, era um rapaz de bom senso, pois avaliou que não valia a preocupação do pai com Saul, caso demorasse demais procurando as jumentas. Porém, ouvia as pessoas, pois o empregado do pai que também era dele ofereceu alternativa e Saul considerou e acatou. Outra qualidade do jovem Saul era não ser

1 Samuel 8

Capítulo 8: A nação pede um rei
1.Todos envelhecem e isso também aconteceu com Samuel, o qual estamos mais acostumados como a criança que foi dedicada ao Senhor por sua mãe piedosa, Ana. Na Lei de Moisés, um levita podia se aposentar com 50 anos e depois disso era permitido que servisse como instrutor (consultor) dos mais jovens (Nm 8.24-26). Samuel dedicou os seus filhos para fazerem o que ele fazia como juiz. Os filhos Joel e Abias foram vergonha para Samuel, pois só pensavam em dinheiro. O mesmo que Eli passou, Samuel está passando, por isso, devemos orar uns pelos outros. Líderes que têm filhos rebeldes sempre abrem espaço para críticas. O povo de Israel, além de reprovar Samuel, por causa da velhice e dos filhos, pede um rei para governá-los. Evidentemente, Samuel

1 Samuel 7

Capítulo 7: A vitória de Samuel sobre os filisteus
1.A arca finalmente retorna ao território de Israel. Em Bete-Semes houve uma tragédia, pois os 70 homens desobedeceram e abriram a arca. Deus os exterminou. Os homens de Jearim buscaram a arca e colocaram na casa de Abinadabe. Eleazar, o filho de Abinadabe, ficou responsável em vigiar a arca. Talvez a arca tenha chegado até aquela família por serem levitas e de família sacerdotal. A arca ficou sete meses no território dos filisteus e vinte anos na casa de Abinadabe, em Jearim, território de Israel. As pessoas oravam e tinham a arca como proteção, porém, eram idólatras. Samuel disse que a verdadeira proteção vem da obediência a Deus. O homem confia em seus próprios recursos e usa a presença de Deus apenas com uma bênção adicional. Eles obedeceram ao conselho de

1 Samuel 6

Capítulo 6: A devolução da arca
1.Os filisteus se apropriaram da arca da aliança do Senhor Deus de Israel para a sua própria ruína. Agora achavam que ao devolvê-la deveriam enviar algum presente como forma de apaziguar a ira de Deus. Essa é a ideia pagã, a de que uma divindade precisa ser apaziguada. O número de presentes seria o número de governadores filisteus. Enviariam cinco tumores de ouro e cinco ratos também de ouro. Alguns pensam que, possivelmente, a doença era a peste bubônica, causada pelos ratos. Os filisteus lembraram muito bem do destino de Faraó por tentar resistir a Deus por tanto tempo. Os filisteus, como todos os animistas, acreditavam que a doença era causada por Deus e, por isso, estavam apaziguando, enviando presentes. No entanto, ainda carregavam suas crendices, por isso, enviaram a arca e os presentes em carros de bois. As vacas que puxariam o carro seguiriam

1 Samuel 5

Capítulo 5: A Arca de Deus tornou-se maldição contra os filisteus
Os filisteus acreditavam que a arca, além de estar longe dos israelitas, traria sorte a eles. Muitas pessoas se chegam até os símbolos e verdades do Cristianismo e se apegam por crendices e não por fé no Deus verdadeiro. Não havia fé verdadeira nos filisteus. Eles apenas colocaram a arca que simboliza a presença de Deus junto com seu deus Dagom. Num ato divino, a imagem de Dagom caiu em frente da Arca. Isso demonstra que os ídolos caem diante do Deus verdadeiro. Necessariamente, isso não acontecerá sempre e, por isso, não precisamos sair por aí derrubando imagens ou esperando que os ídolos se despedaçaram. Aqui foi uma demonstração do poder de Deus, mas ainda milhões de imagens de outros povos ficaram em pé. No segundo dia, novamente, Dagom caiu e desta vez ficou quebrado. Os sacerdotes, por causa disto, passaram a não pisar a soleira, mas pulá-la, pois Dagom tocou o chão ao cair a cabeça e braços ficaram na soleira. O profeta Sofonias menciona o poder de Deus sobre os ídolos (Sf 1.9). É muita ingenuidade pensar que seja possível

1 Samuel 4

Capítulo 4: Derrota nacional e tragédia familiar
1.Depois de um cenário aparentemente pacífico, isto é, sem guerras, quase nos esquecemos que o contexto do livro que estamos estudando é a época dos juízes e, por isso, ainda havia batalhas. Desta vez, e mais uma vez, contra os filisteus. A derrota de Israel nunca é normal. Sempre que acontece é devido a algum desajuste da liderança ou do povo. É sinal de desobediência. Os líderes, inconformados com a derrota, decidem que a presença da arca lhes dará a vitória. Os filhos de Eli foram junto com a arca para a batalha. Os filisteus temeram os gritos dos hebreus e a presença da arca, achando que estavam protegidos por algum deus poderoso. De fato, a história do Egito era tão famosa que os filisteus achavam que os mesmos “deuses” que deram vitória para Israel combateria

1 Samuel 3

Capítulo 3: A confirmação de Samuel e a desqualificação de Eli
1.Samuel estava aprendendo o trabalho do sacerdócio. As visões e revelações de Deus eram raras, portanto, Samuel não pegou uma época de facilidades. Eli era bem velho e cego. Samuel estava à noite dormindo ao lado da Arca de Deus, lugar propício para receber alguma visão ou mensagem de Deus. Lembramos de Zacarias que recebeu a visita de um anjo no seu turno. Deus falou com Samuel em uma época escassa de revelações divinas. Isso mostrava uma confirmação de Deus. O jovem que não estava acostumado ao ofício e menos ainda com as revelações de Deus buscou ajuda de Eli que o ignorou. Na terceira vez, Eli não pode ignorar que Deus estava falando com o jovem. Seria um grande desafio para Eli, reconhecer a aprovação de Deus sobre a vida de Samuel. O jovem Samuel

1 Samuel 2

Lição 2: Cântico de louvor. Filhos execráveis (deploráveis, abomináveis)
1.Ana foi uma vitoriosa na oração, pois lançou mão dos elementos necessários para a oração: pedir, esperar e agradecer. Ela reconheceu a santidade do Senhor e o vê como o protetor. Na oração dela percebe-se que o ser humilhada pelo Penina foi uma luta interior muito grande para ela. Porém, ela confiava Naquele que tudo vê e que, finalmente, julgará toda a arrogância. Como um pequeno exército fraco, Ana venceu o grande inimigo, pois Deus a fortaleceu para a batalha que enfrentou. Deus reverteu a história e o fraco se tornou forte, a estéril gerou filhos, o faminto ficou satisfeito, ao passo que o forte, a mãe e o farto ficaram fracos, sem filhos e famintos. Como Tiago disse, o soberbo será abatido. Deus tira a vida e chama o morto para fora do sepulcro, como aconteceu com Lázaro

1 Samuel 1

Capítulo 1: Poligamia, rivalidade e dedicação
1.Essa é uma história muito instrutiva sobre o padrão da poligamia acompanhado de muita dor de cabeça. Os homens atuais, promíscuos, também têm mais de uma esposa. Uma esposa oficial e outras que arrancam dele dinheiro, tempo, energia e, talvez, pensão. Elcana era um homem que cumpriu seus deveres religiosos, mas talvez como muitos, hoje, apenas para tranquilizar a consciência. Vemos que não era um homem de fé, mas de ritual. Sempre haverá uma preferência na poligamia e Elcana preferia Ana, como se vê pela porção de alimento que dava para ela. A rivalidade das mulheres haveria de qualquer forma, mas a esterilidade de Ana a deixava em desvantagem diante de Penina. Ana ficava tão triste que não comia naqueles dias, mesmo recebendo generosa porção de alimento (Sl 42.3). Elcana

1 Samuel - Introdução

Primeiro livro de Samuel
Introdução
A.Nome do livro
A Bíblia hebraica antiga considera esses dois livros como um só, assim como os livros dos Reis. Esse livro trata da vida de três personagens: Samuel, Saul e Davi. Samuel significa "seu nome é Deus" ou como alguns traduzem "ouvido de Deus". Embora o livro tenha o nome de Samuel, Davi é mais enfatizado. Samuel é considerado o último juiz (At 13.20) e o primeiro dos profetas (At 3.24). No VT era considerado, depois de Moisés, a pessoa mais importante dentre o seu povo (Jr 15.1). Foi também, o sucessor do sacerdote Eli, muito embora não fosse da linhagem araônica. Samuel ao que tudo indica foi o primeiro a criar uma escola para o treinamento de jovens para o ministério profético.

B.Autor

Rute - Introdução

O livro de Rute
Introdução[1]
Nome do livro
O nome do livro diz respeito à personagem principal, Rute, uma gentílica (moabita) que casou-se com um judeu. Deus usou Rute para continuar a descendência que culminaria na Pessoa do Messias. Esse livro explica a inclusão de uma gentílica na linhagem de Davi e mostra o grande alcance da graça de Deus, incluindo gentios em Seu plano para a nação de Israel e por fim, para o mundo todo. Rute foi a bisavó de Davi.

Autor

Rute 4

Capítulo 4: O casamento remidor
1.Todo o assunto será decidido às portas da cidade, onde os anciãos, os juízes da época, julgariam o caso. É um assunto de resgate de propriedades e não apenas um casamento. Boaz queria saber se teria alguma chance de resgatar Noemi, casando-se com Rute. A questão era Boaz versus o parente mais próximo de Noemi. As testemunhas foram chamadas, o tribunal estava estabelecido. As terras, por direito são de Noemi, mas de fato, apenas quando um parente próximo se ligar a ela por casamento para trazer de volta as propriedades. Boaz não se casaria com Noemi, evidentemente, mas através de Rute, Noemi seria resgatada. O concorrente de Boaz estava mais habilitado, pois era parente mais próximo. Ele aceitou resgatar as propriedades de Noemi. Boaz, portanto, não teria

Rute 3

Capítulo 3: As alegrias de se encontrar um Remidor
1.Para se entender a beleza do livro de Rute é necessário conhecer o contexto e as leis da remissão. A lei do levirato exigia que ao morrer o marido, o cunhado devia assumir a viúva para que ela gerasse filhos para que o nome do falecido não se perdesse. Essa era uma medida chamada “remissão”. Isto envolvia não apenas a continuidade da prole, mas a remissão de bens, terras e enfim da honra do nome. Noemi perdeu o seu marido, Elimeleque e os seus dois filhos, Malom e Quiliom. Ficou só ela e as duas noras, uma delas, a Rute, a acompanhou fielmente para não deixá-la desamparada. Mas duas mulheres sem descendentes e sem protetores não se estabeleceriam. Elas precisavam de um remidor. Um remidor devia ser parente, desejar remi-las e ter condições para isto. Um pecador está na mesma situação, abandonado e desesperado sem um remidor. Ele precisa de

Rute 2

Capítulo 2: Uma rebuscadora favorecida
1.Noemi tinha laços familiares em Belém. Ali seria a chance dela ser redimida. Porém, ela sendo idosa, não arrumaria um casamento e a nora, Rute era uma moabita. Tudo estava contra Noemi. Boaz era rico e solteiro. Como ele cumpriria a lei do levirato sobre Noemi? Rute estava pensando na sobrevivência delas. Talvez a mente dela não estivesse nos costumes judaicos. A visita às plantações tinha a ver com sobrevivência dos restos que a lei de Deus providenciava para os forasteiros, pobres, órfãos e viúvas. Ela acabou entrando nas plantações de Boaz. O plano de Deus estava em ação, desde a saída delas de Moabe e, agora, estava perto do desfecho. Boaz era um homem educado e temente a Deus, como se vê no cumprimento aos empregados. Ele também reparava nas pessoas,

Rute 1



Capítulo 1: As três viúvas

1.Não era nada fácil o que aquele pai de família deveria fazer. Parece-nos fácil julgar sobre a partida dele da terra do povo de Deus para uma terra idólatra. Talvez ele devesse continuar ali e confiar nos recursos de Deus. Foi na época dos juízes e sabemos que cada um fazia como achava ser o mais correto. Nem sempre os planos de fuga de uma situação saem como o esperado. Elimeleque morreu e deixou sua família em situação até pior. A esposa e os filhos e, agora, as noras ficaram ali 10 anos, em Moabe. Os filhos morreram e as três viúvas tinham que sobreviver. Noemi recebeu boas notícias de Israel quanto às colheitas e foi tentar a vida ali, retornando para o seu povo, de

Juízes 21

Capítulo 21: A solução para que a tribo de Benjamim continuasse
Para complicar a situação, veja o capítulo anterior, as 11 tribos não queriam deixar fazer aliança de casamento com os benjamitas. Seria uma questão de tempo, a tribo de Benjamim sumiria. Talvez um dos piores momentos para qualquer pessoa é ser rejeitada. Depois de passada a vingança, todos se sensibilizaram com a possibilidade de ter uma tribo a menos em Israel. Os habitantes de Jabes-Gileade não compareceram na Assembleia e, por isso, seriam mortos, mas ali havia 400 solteiras. Se a ordem de Deus já fora cumprida e Ele mesmo jamais intentou exterminar uma tribo, será que as terríveis consequências não bastavam? Teria necessidade de exterminar os ausentes da assembleia? Não estavam causando um mal muito maior por causa de um voto precipitado? Quanto

Juízes 20

Capítulo 20: O extermínio da tribo de Benjamim
A história do capítulo 19 continua aqui. Houve uma comoção nacional contra os gibeonitas que eram da tribo de Benjamim. A história foi recapitulada para todas as tribos saberem o que aconteceu. A guerra civil estava decretada. Nada disso precisava acontecer, pois o conselho das tribos não queria exterminar seus irmãos benjamitas. Apenas queriam que os malfeitores fossem entregues. Porém, por um orgulho e falta de senso de justiça os benjamitas preferiram defender aqueles homens maus. De fato, foi uma inconsequência, pois, naquele momento, eram 26 mil contra 400 mil. Não precisamos aqui torcer pelo mais fraco, pois Deus estava dirigindo as 11 tribos. Judá daria início à luta. O povo sentiu que a luta era desigual e que os benjamitas, seus irmãos, seriam apagados da família. No entanto, Deus

Juízes 19



 Lição 19: Os segredos dos corações dos homens

1.O coração do homem é cheio de segredos, os quais nem ele mesmo sabe, até serem revelados em sua vida. Deus sabe tudo o que acontece dentro de nós. Ele disse que o nosso coração é enganoso e desesperadamente corrupto. No capítulo 19 do livro dos Juízes, vemos seis segredos dos corações dos homens. Dois segredos são bons, que é o perdão e a hospitalidade, mas os outros quatros são tão tristes e repugnantes que até para falar temos medo e dificuldade. Como a Palavra de Deus não esconde esses segredos e fazemos bem em estudar todo o desígnio de Deus, pois nos é útil para o

Juízes 18

Capítulo 18: O sequestro do sacerdote
Todas as tribos receberam sua parte da herança, mas no início cada qual deveria lutar e conquistar o seu espaço. No início, as coisas não são fáceis, mas tornam-se memoráveis por isso mesmo. Devemos retornar para os pequenos inícios e não desprezá-los (veja Zc 4.10). Mica volta para nossa história, pois ali que os espias danitas ficaram. Notaram a presença de um levita ali e queriam, através dele, saber a direção de Deus. As pessoas precisam de direção e os religiosos ainda são muito procurados. Neste caso, a direção foi certeira. Se deu certo, por que não continuar com aquelas orientações? Por isso, os guerreiros queriam o sacerdote com suas roupas e ídolo caseiro (terafim). Assim é a humanidade, o que está dando certo precisa ser tomado e quanto mais melhor. Assim se deu o início da herança de Dã. Não nos admira que o nome deles foi excluído dos 144 mil

Juízes 17

Capítulo 17: A família de Mica
Um acontecimento muito estranho, mas o que o que não é estranho quando não há o temor de Deus nos corações? Sem um direcionamento de pessoas fiéis, sem modelos de caráter e vida com Deus, a sociedade se perde em suas idolatrias. Essa mãe foi tola, mesmo querendo ser grata pelo que o filho fez, ou seja, ter confessado que o dinheiro foi roubado por ele mesmo. Mica e sua mãe não andaram nos caminhos de Deus, por isso, deram-se àquela idolatria. Até um levita se corrompeu aceitando trabalhar como sacerdote por algum dinheiro. Vemos um sincretismo, que é uma mistura de crenças, naqueles dias como é comum hoje em dia também. As pessoas misturam o que pensam que é certo com a Palavra de Deus. Por isso, os crentes precisam se certificar se estão ganhando

Juízes 16

Lição 16: O auge do pecado e da vitória de Sansão como libertador
1.Ninguém pode se conhecer ou conhecer outra pessoa apenas no modo como se relaciona com as pessoas publicamente. Os bastidores consistem no modo íntimo de como vive alguém. Os bastidores são as mobílias de uma peça teatral, aquilo que o público não vê, mas que formam o espetáculo. Nos bastidores está a realidade e no palco está a ficção. Sansão foi um homem forte fisicamente e fraco moralmente. A vida pública e particular dele foi vergonhosa. Ele devia livrar o povo de Israel dos filisteus e acabou fazendo, pois Deus o escolheu para isto, porém, não deixou nenhum exemplo de obediência a Deus. Isto mostra que não basta fazer o que tem de ser feito, mas que devemos fazer o bem para glorificar a Deus. A política deve aos homens dos bastidores a sua ascensão e queda. A imagem de um político é construída a partir dos bastidores, onde estrategistas

Juízes 15

Capítulo 15: A força descomunal de Sansão vinha de Deus
Sansão não podia ser deixado para trás. Ele não era tão pacífico como foi Jacó quando foi enganado por Labão. Roubar-lhe a esposa era demais e, por isso, Sansão, engenhosamente se vingou dos filisteus. Não era somente força, mas também estratégia e inteligência destacavam Sansão. As amarras são inúteis para segurarem Sansão. Ele se deixava amarrar apenas para zombar dos seus inimigos, fazendo-os temer mais ainda. Sansão era destemido. Mil homens não eram suficientes para segurá-lo. Novamente a graça de Deus se mostrou a Sansão fornecendo a ele água em

Juízes 14

Capítulo 14: A vida desenfreada de Sansão superada somente pela graça de Deus
Duas fraquezas evidentes de Sansão: fama e mulheres. Ele gostava de se diverte às custas dos outros, de mostrar sua força e conquistar as mulheres. Os pais até tentavam colocá-lo no caminho piedoso, mas Sansão era desenfreado. É extraordinário como Deus usa pessoas, mesmo quando elas não andam no caminho do Senhor. É um desafio para a compreensão e só podemos entender com o conhecimento e reconhecimento da graça de Deus. Ele usa as pessoas, não pelo que elas têm para oferecer, nem mesmo sua piedade e boa conduta, mas apenas por sua graça maravilhosa. Isso é uma ofensa para os legalistas, mas um consolo para os que se sentem incapazes e indignos. Sansão realiza os grandes feitos por causa do Espírito Santo que se apoderava dele para a obra de Deus. Sansão destruía todos os princípios da boa conduta. Ele tocou em carcaça de leão, ou seja,

Juízes 13

Capítulo 13: O nascimento de Sansão
Chegamos a uma história muito querida dos cristãos, crianças e adultos. A importância de Sansão como libertador é indiscutível. Já as atitudes de um fanfarrão também são muito evidentes. Muitas pessoas com talentos se perdem por desejarem acima de tudo “curtir a vida”. O hedonismo esteve presente em todas as épocas. A falta de freio nos prazeres leva à destruição de si próprio e causa muito sofrimento aos que estão ao redor da pessoa. Os filisteus são os grandes opressores dessa história. Uma mulher, mais uma estéril a quem Deus usaria grandemente, recebeu a instruções de como criar o menino Sansão. O nome dele não significa “forte” como muitos diriam, mas “luz do sol”. Manoá, o pai do menino prometido, também queria receber a visita de Deus, mas o Senhor tinha uma intimidade com a esposa dele. Manoá sempre se mostrou mais imaturo como é comum

Juízes 12

Capítulo 12: Os efraimitas ciumentos
Assim como no capítulo 8, novamente a tribo de Efraim ficou ofendida por não ser convidada para batalhar. Alguns sentem uma necessidade de participar de tudo. É impossível participar de tudo em todo o tempo. Isso pode se tornar uma perturbação mental. Deus usa pessoas diferentes em tempos diferentes. Somos cooperadores na obra. Nem tudo depende de mim e isso deve ser um descanso para a mente e não um motivo de ansiedade. Jefté se defendeu tentando ser razoável, mas tudo foi muito frustrante e um desastre nacional, pois irmãos lutaram contra irmãos. Foram 42 mil mortos de Efraim. Outros juízes são mencionados, mas sem grandes feitos registrados, mas certamente foram grandemente usados por Deus. São eles Ibsã, Elom e Abdom. Nem tudo o que fazemos no mundo

Juízes 11

Capítulo 11: Jefté
1.Jefté era filho de uma prostituta, mas isso não o desqualificou para ser o libertador de Israel. Não podemos finalizar a qualificação de alguém pela família, pois pessoas já impressionaram tanto por se tornarem melhores do que os pais quanto piores. As pessoas são julgadas individualmente porque elas possuem escolhas. A maldição hereditária é uma tentativa frustrada de determinar o destino das pessoas baseado na família. Jefté foi desprezado pelos irmãos e ele não se juntou a pessoas de bom caráter. Porém, fica claro que Jefté tinha um espírito de líder, pois foi convidado a liderar o povo para combater os amonitas. Jefté queria garantias de que seria o chefe permanente

Juízes 10

Capítulo 10: Servidão e desejo por libertação
O ciclo se repetia de idolatria, opressão, arrependimento, clamor e libertação. Deus usou Tola e Jair para libertar o povo. Após um tempo, o povo ficou dominado pelo amonitas e desejo de ter outro homem de Deus para ajudá-los. Não deve ser estranho para o leitor da Bíblia reconhecer que a ira de Deus não é injusta, pois Ele cobriu Israel de bênçãos, proteção e cuidado constante, mas ainda assim a nação se desviou adorando ídolos. A forma de chamar a atenção do povo foi a opressão dos

Juízes 8

Capítulo 8: A vitória de Gideão sobre os midianitas
1.Para uma das tribos, Efraim, foi uma ofensa não serem convidados para lutar com Gideão. A defesa de Gideão foi pacífica, exaltando a força de Efraim em comparação com a peleja fácil dele. Parece que as pessoas se tornam mais mansas quando são valorizadas, isto pode refletir apenas vaidade pessoal, mas o fato é que funcionou como defesa de Gideão. A perseverança dos 300 é um exemplo para nós que, às vezes, nos cansamos. Como alguns outros exemplos na Bíblia, não houve uma boa recepção para com Gideão e, por isso, ele profetizou uma disciplina aos de Sucote e Penuel. Deus fará os seus servos vencerem mesmo sem ajuda, porém, Ele dá o privilégio de pessoas

Juízes 9

Capítulo 9: O desejo mortal pelo poder
1.Abimeleque era sedento pelo poder sobre seu povo e tentava manipular as pessoas com bons discursos sobre si mesmo. O povo se simpatizou com Abimeleque e queria tê-lo como seu líder, patrocinando-o com dinheiro. Abimeleque não queria nenhum tipo de ameaça ao seu poder e, por isso, usou o dinheiro para matar os irmãos de Gideão, mas um deles conseguiu fugir, Jotão. A parábola de Jotão é a mais conhecida do Velho Testamento e de forte teor político (v.1-15).

2.A aplicação da parábola estava toda em Abimeleque que se tornaria um déspota, um tirano sobre o povo. A maldade de Abimeleque serviu a um propósito de Deus, pois os irmãos de Jotão foram vingados com a morte dos cidadãos de Siquém. Abimeleque teve todas as vitórias até o momento e

Os sonhos de Deus. Espere! Deus sonha?

Os sonhos de Deus. Espere! Deus sonha?
Recebi do meu amigo Ronny uma pergunta que acabou motivando um breve estudo sobre o tema. Primeiro, vamos ler a preocupação desse irmão, a qual pode ser a sua também.

Pergunta: “O motivo do contato é pedir uma ajuda/opinião sobre algo que me incomoda, tenho o Pastor como uma referência no ensino das escrituras, tenho ouvido muito ultimamente sobre os "sonhos de Deus", no sentido de expectativas pela igreja e pela vida de missionários. Em meu pequeno entendimento estão dando uma característica humana a Deus, planos de Deus, acredito que não seja o mesmo que sonhos de Deus, o que o Pastor pensa e ensina a respeito?”

Resposta:

Quem é o homem segundo a Bíblia

Texto "Quem é o homem segundo a Bíblia"[1]
Gênesis nos lembra que o homem é caído em Adão, assassino igual a Caim, briguento como Lameque e rebelde como os contemporâneos de Noé. Contencioso como os pastores de Abrão e Ló. O homem é revoltoso feito os construtores de Babel, sequestrador como os quatro reis e imoral na baixeza dos sodomitas. O sorriso do homem é sarcástico como o de Sara e os atalhos iguais ao dela, Abrão e Agar. A enganação de Jacó e as trapaças de Labão continuam a corromper o homem, mas também a inveja dos irmãos de José o corrói como traças.

Juízes 7

Capítulo 7: Os 300 de Gideão
1.Gideão, chamado agora de Jerubaal, continua a ser usado por Deus. No entanto, o Senhor não quer deixar as pessoas pensarem que a vitória é delas. O ser humano pensa que não precisa de Deus e todo o sucesso acumulado no mundo dá a falsa impressão que o homem é autossuficiente. Deus manda Gideão dar a oportunidade para os que querem voltar e o resultado foi surpreendente, 22 mil retornaram e 10 mil ficaram para a luta. É possível que muitas pessoas façam coisas por obrigação e não de coração. Se fosse dada a mesma oportunidade em certas atividades nossas, quais nós abandonaríamos? O teste seletivo era simples, os que bebessem água no rio trazendo-a à

Juízes 6

Capítulo 6: Gideão, o Jerubaal
1.O ciclo continua e, dessa vez, por 7 anos Israel está sendo oprimida pelos midianitas. O povo de Israel estava se escondendo como podia nas cavernas e em covas (trincheiras). O povo plantava e cuidava da plantação, mas na hora de colher os midianitas que vinham se aproveitar do fruto do trabalho deles. Assim tem sido na vida de muitas pessoas que lutam duro com a vida, mas não veem o resultado, seja financeiro ou investimento moral, emocional ou espiritual. A força numérica de Midiã era indiscutível e os recursos de montaria enorme. Sendo assim, além das plantações saqueavam os animais de Israel. O objetivo de Deus foi alcançado na vida dos israelitas, pois eles clamaram ao Senhor. Deus ouviu ao clamor do povo, mas não sem uma admoestação recordando a

Juízes 5

Capítulo 5: O cântico de Débora
O cântico de Débora resume a vitória de Deus sobre os povos, mas também nos ensina muitas verdades sobre gratidão, serviço, voluntariedade, idolatria, lutas e vitórias (v.1-31).

“A narrativa da derrota de Sísera foi apresentada em duas revisões, uma em prosa (Jz. 4) e outra em versos (Jz. 5). A maior parte das autoridades em critica atribuem grande antiguidade ao Cântico de Débora, datando-o perto dos acontecimentos que descreve.”[1]

Algumas considerações sobre a Obra de Deus extraídas do cântico de Débora e Baraque (Jz 5)

Juízes 4

Capítulo 4: A vitória de Baraque sobre Sísera e a participação de Débora e Jael
1.Dessa vez, o rei de Canaã era o opressor. Jabim, o rei de Canaã, tinha um poderio de armas e carros de ferro. Deus usou Débora para trazer juízo sobre Israel. Ela era uma profetisa do Senhor. Deus deu muita sabedoria para Débora, por isso, as pessoas vinham receber o julgamento do Senhor. Isso consistia em ouvir as profecias de Deus para o povo. De certa forma, fazemos o mesmo ao sentarmos para ouvir alguém pregar a Palavra de Deus. Débora tinha do Senhor a ordem para que o povo fosse, sob a liderança de Baraque para juntar forças e lutar contra Sísera, o comandante do rei Jabim. Baraque sentia segurança em Débora e exigiu que ela o acompanhasse. A realidade hoje é a de muitos Baraques, isto é, os homens estão cada vez menos sentindo segurança própria. Enquanto isso, algumas mulheres estão se apresentando como mais corajosas e administradoras do

Juízes 3

Capítulo 3: Os primeiros três juízes
1.As nações ainda existentes em Canaã acabariam sendo um treino para Israel, uma nação que não tinha experiência em guerras com todas as estratégias, entradas e saídas. Isto não significa de modo algum que Deus dependia de uma nação militarmente treinada para conceder vitória, porém, muitas vezes, o Senhor realizou milagres e agiu por meio do que existia e não do que não existia. Com isso também Deus queria colocar o Seu povo à prova para escolherem obedecê-Lo ou não. É verdade que muitos crentes estão se debatendo com o assunto da existência ou não do livre-arbítrio. Na Palavra de Deus, no entanto, vemos que Deus não quer adoradores forçados, mas pessoas que fazem escolhas. Essas escolhas são motivadas para alguns pelo sofrimento e outros

Juízes 2

Capítulo 2: O declínio espiritual do povo
1.Da parte de Deus nunca houve uma traição, pois Ele cuidou do povo de Israel desde o Egito. Porém, o povo se misturou com os pagãos e não obedeceram a Deus. Os amigos pagãos acabaram sendo um laço para o povo de Deus. Não há um coração tão duro que não sinta nada com as próprias decepções. Israel se envergonhou e chorou. O lugar se chamou “Boquim” (os lamentadores) por causa do lamento do povo (v.1-5).

“O narrador vai do cap. 1 ao cap. 2 como um pregador moderno do texto para a exposição. As

Juízes 1

Capítulo 1: Terras não conquistadas totalmente
1.Os líderes de Israel agora precisavam, unidos, buscar ao Senhor, pois seu grande líder, Josué, tinha sido levado pelo Senhor. Os crentes não podem agir de qualquer maneira, sem consultar o Senhor. É Ele quem nos mostrará o que fazer e o que evitar. Quando não consultamos ao Senhor criamos regras próprias que nos fazem escravos delas e de nós mesmos. Após a morte de Josué a obra de conquistar todos os territórios não tinha acabado. Deus não deixou de falar com o povo, usando, agora, os líderes. Havia entre as tribos uma cooperação. Um ajudava o outro a conquistar os territórios, como o exemplo citado, Judá e Simeão. É impressionante como a ajuda mútua faz uma sociedade ser construída, mas como o egoísmo destrói os relacionamentos e o desenvolvimento. Até os inimigos reconheciam a mão de Deus, como Adoni-Bezeque. Em Romanos 1.32 mostra que o ser humano sabe que é um pecador e que merece o juízo. No entanto, o pecador permanece em

Juízes - Introdução

O livro dos Juízes

Introdução[1]
A.Nome do livro
A razão do nome é óbvia. Deus usou juízes, homens usados para libertar a nação de Israel, em diferentes épocas. Vemos a providência de Deus em levantar homens para essa tarefa imensa, e sempre ficou evidente que não fosse a mão miraculosa e poderosa de Deus, os juízes (apenas homens normais) nada conseguiriam, exceto maior vergonha para Israel. O título original hebraico é “shõphetim” = “juízes ou líderes executivos”. É o registro de doze homens e uma mulher que libertaram